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	<title>Bruno Torres ponto netgnulinux &#187; Bruno Torres ponto net</title>
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	<description>Textos infreqüentes sobre a web</description>
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		<title>BFUT.net no ar</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Nov 2005 05:02:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como já havia dito, fiquei algum tempo sem postar por aqui pois estava finalizando um site e, como o prazo era curto, isso estava consumindo quase todo meu tempo. Porém, finalmente coloquei o site no ar. Se chama BFUT.net. BFUT é um instituto que ensina aos americanos técnicas de futebol brasileiro e surgiu da incorporação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como já havia dito, fiquei algum tempo sem postar por aqui pois estava finalizando um site e, como o prazo era curto, isso estava consumindo quase todo meu tempo.<!--<a id="gotocontentlink" href="#post-content">Pular anncios</a>--><div class="adpostsearch">
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<p>Porém, finalmente coloquei o site no ar. Se chama <a href="http://www.bfut.net">BFUT.net</a>. BFUT é um instituto que ensina aos americanos técnicas de futebol brasileiro e surgiu da incorporação de uma empresa chamada BRUSA (cujo site eu também havia desenvolvido) pela <a href="http://www.traffic.com.br/">Traffic Sports</a>, conhecida empresa de marketing esportivo, atuante no Brasil, América Latina e Estados Unidos.</p>
<p>O layout foi criado pelo <a href="http://tableless.com.br/eyesmiles/">Diego Eis</a> e implementado por nós dois. Na verdade, o markup (XHTML Strict, enviado como HTML) foi todo desenvolvido por mim e o CSS parte por mim  parte por ele.</p>
<p>O mais interessante no desenvolvimento desse site foi ter sofrido a pior ameaça que um desenvolvedor web pode sofrer: o site precisaria ser hospedado em um servidor <acronym title="Internet Information Services">IIS</acronym>. Sério, pare e pense. Em um servidor IIS não há arquivos <a href="http://httpd.apache.org/docs/2.0/howto/htaccess.html">.htaccess</a>, o mais próximo que se pode chegar da funcionalidade do <a href="http://httpd.apache.org/docs/2.0/mod/mod_rewrite.html">mod_rewrite</a> é usando alguma ferramenta de terceiros como o <a href="http://isapirewrite.com/">ISAPI Rewrite</a> (que faz um trabalho minimamente decente, nada mais que isso) e em um servidor windows não há acesso <a href="http://www.ssh.com/">SSH</a>. Ou seja, é como capar o pobre desenvolvedor. Dizer a ele que nunhuma das ferramentas que tornam a vida dele mais fácil podem ser usadas.</p>
<p>Felizmente o administrador dos servidores não era lá muito íntimo do PHP e MySQL (pelo menos não no IIS) e, depois de intermináveis tentativas de fazer o negócio funcionar, decidiu por me entregar um servidor linux, com apache, PHP, MySQL e liberdade pra instalar qualquer ferramenta e fazer qualquer configuração que fosse necessária. Respirei aliviado.</p>
<p>A parte triste é que, a essa altura, eu já havia desistido de usar o <a href="http://cakephp.org/">CakePHP</a>, já que ele não roda lá muito bem no servidorzinho meia-boca da empresa do tio (seu, não meu) Gates. O cake é um framework <acronym title="Model View Controller">MVC</acronym>, fortemente baseado na estrutura do <a href="http://rubyonrails.com">Ruby on Rails</a>, que facilita muito a vida do programador, aumenta a produtividade e ajuda a criar um código mais limpo e fácil de manter (estou investigando atualmente o <a href="http://www.symfony-project.com/">Symfony</a>, que parece ser muito interessante também).</p>
<p>Mas, apesar dos pesares, o site está no ar e eu fiquei bastante satisfeito com o resultado (e, felizmente, o cliente também <img src='http://brunotorres.net/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> ). Criei um <acronym title="Content Management System">CMS</acronym> simples para que o próprio cliente possa gerenciar com facilidade o conteúdo do site.</p>
<p>Usei o <a href="http://www.themaninblue.com/experiment/widgEditor/">WidgEditor</a>, um excelente editor HTML feito pelo <a href="http://www.themaninblue.com/">Cameron Adams</a> que, apesar de ostentar a assustadora sigla <acronym title="What You See Is What You Get">WYSIWYG</acronym> em sua descrição, gera um markup limpo e, ao menos pelo que pude ver até agora, válido. É fácil de customizar e muito simples de usar pelo usuário leigo (desde que você diga a ele em letras maiúsculas com negrito e itálico, para não colar texto copiado direto do Word dentro da área de edição). Aquele papinho que ouvimos por aí de que não é possível gerar HTML válido porque os editores não entendem da linguagem pode ser classificado de uma vez por todas de &#8220;bullshit&#8221;. Um elemento SCRIPT no HEAD do HTML e uma class=&#8221;widgEditor&#8221; em qualquer TEXTAREA e pronto.</p>
<p>Acho que não há muito o que falar sobre o código do site. XHTML simples, CSS, nenhuma técnica muito avançada de marcação ou estilo. Simplesmente o bom e velho feijão com arroz, que é a melhor opção em 99% dos casos. O menu dropdown foi feito usando o <a href="http://www.alistapart.com/articles/dropdowns/">Suckerfish</a>, que funciona 100% via CSS nos browsers e via um pequeno script javascript naquele negócio que atende pelo nome de Internet Explorer.</p>
<p>Por agora é isso. O site está no ar e eu gostaria de ouvir os comentários de vocês. Fiquem à vontade.</p>
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		<title>Instalar programas no Linux é mais fácil que no windows</title>
		<link>http://brunotorres.net/instalar-programas-no-linux-e-mais-facil-que-no-windows</link>
		<comments>http://brunotorres.net/instalar-programas-no-linux-e-mais-facil-que-no-windows#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 20 Oct 2005 03:47:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[distributions]]></category>
		<category><![CDATA[free-software]]></category>
		<category><![CDATA[gnulinux]]></category>
		<category><![CDATA[installation]]></category>
		<category><![CDATA[linux]]></category>
		<category><![CDATA[opinion]]></category>

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		<description><![CDATA[O Élcio fez um post hoje falando sobre Ubuntu e como o Linux está avançando em direção aos computadores desktop. Uma das coisas mencionadas brevemente por ele é algo que eu sempre falei e sempre quis escrever algo sobre: instalar programas no Linux é mais fácil que no windows, pelo menos se você usa o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://blog.elcio.com.br/">Élcio</a> fez um <a href="http://blog.elcio.com.br/ubuntu-xara-e-o-avanco-do-linux/" title="Élcio Ferreira - Ubuntu, Xara e o avanço do Linux">post</a> hoje falando sobre <a href="http://ubuntulinux.com/">Ubuntu</a> e como o Linux está avançando em direção aos <a href="http://boo-box.com/link/aff:jacoteiid/uid:2751/tags:computadores+desktop" class="bbli">computadores desktop<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/"></script>.<!--<a id="gotocontentlink" href="#post-content">Pular anncios</a>--><div class="adpostsearch">
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<p>Uma das coisas mencionadas brevemente por ele é algo que eu sempre falei e sempre quis escrever algo sobre: instalar programas no <a href="http://www.linux.org/">Linux</a> é mais fácil que no windows, pelo menos se você usa o <a href="http://debian.org/">Debian</a> ou alguma distribuição baseada nele. O <cite>Élcio</cite> disse:</p>
<blockquote>
<p><strong>Instalação de Programas</strong>: Ainda temos o problema de cada distribuição ter um sistema de pacotes diferente, além de muitos programas serem distribuídos na forma de código fonte. Apesar disso, usuários de distribuições como o Debian ou o Ubuntu dificilmente vão precisar de um programa que não esteja compilado para a sua distribuição. No caso destas distribuições, basta abrir um programinha chamado <a href="http://www.nongnu.org/synaptic/" title="Synaptic Package Manager">Synaptic</a>, clicar em procurar e digitar o nome do programa.</p>
<p>Após ele ser encontrado, seleciona-se o programa e o Synpatic faz o download e a instalação automaticamente. Sinceramente? Muito mais fácil e rápido do que o esquema do <a href="http://boo-box.com/link/aff:jacoteiid/uid:2751/tags:sistema+operacional" class="bbli">Windows<img src="http://boo-box.com/bbli" alt="[bb]" class="bbic" /></a><script src="http://stable.boo-box.com/"></script> de download no Desktop, duplo clique, next, next, next, finish.</p>
</blockquote>
<p>E eu concordo completamente. Sempre que eu digo que instalar programas no <a href="http://www.linux.org/">Linux</a> é mais fácil que no windows, me perguntam: <q>Mas sua mãe conseguiria instalar um programa no Linux?</q> e eu respondo: <q>Não sei, mas com certeza ela não consegue instalar programas no windows</q>. Po, mas no windows é só executar, clicar next algumas vezes e pronto.</p>
<p>Quando dizem isso, estão omitindo uma parte importante do processo. Antes de executar o instalador, você precisa procurar o programa na web, baixar o arquivo, ir até a pasta onde o arquivo foi salvo e, aí sim, executar, clicar em next várias vezes, dependendo do programa reiniciar a máquina, pensar positivo e, se estiver com sorte, o programa estará lá, instalado e pronto pra usar.</p>
<p>E no Linux? Bom, no caso do Debian tem o <a href="http://www.nongnu.org/synaptic/" title="Synaptic Package Manager">Synaptic</a>, que é um excelente programa de auxílio a instalação, atualização e desinstalação de programas.</p>
<p>Ora, mas Synaptic, como sua mãe vai saber que isso é pra instalar programas? Simples, eu crio um ícone pra ele com o nome &#8220;Instalar e desinstalar programas&#8221; e digo: <q>Mãe, é só abrir isso aí, procurar pelo que você quer e clicar em instalar. O resto ele faz pra você.</q>. <q>Tão simples assim meu filho?</q> <q>Simples assim!</q></p>
<p>E pronto, o amor entre mãe e filho continua e todos vivem felizes para sempre! Bom, a verdade é que minha mãe não vai instalar programas, seja no Linux, seja no windows. Ela tem o filho que faz isso pra ela quando precisa. </p>
<p>Além disso tem o fato de que uma instalação básica de uma distribuição linux já vem com tudo que é necessário para um usuário comum realizar as tarefas cotidianas. Mas, o fato é que, repito: instalar programas no <a href="http://www.linux.org/">Linux</a> é mais fácil que no windows (assim mesmo, Linux com maiúscula e windows em minúsculas). Concorda?</p>
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		<title>Suporte a escrita em partições NTFS no Linux com o Captive</title>
		<link>http://brunotorres.net/escrita-particoes-ntfs-linux-captive</link>
		<comments>http://brunotorres.net/escrita-particoes-ntfs-linux-captive#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2005 23:40:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[debian]]></category>
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		<description><![CDATA[Há mais de um ano escrevi um texto que explicava como montar partições NTFS no linux e dar acesso (apenas de leitura) a qualquer usuário ou grupo de usuários. Desde então frequentemente recebo emails de leitores querendo saber como fazer para poder ter acesso de escrita nessas partições. Alguns, provavelmente leitores de títulos, escrevem reclamando [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há mais de um ano escrevi um <a href="http://www.brunotorres.net/gnulinux/montar-ntfs-linux" title="Como montar partições NTFS no linux">texto</a> que explicava como montar partições NTFS no linux e dar acesso (apenas de leitura) a qualquer usuário ou grupo de<br />
usuários.<!--<a id="gotocontentlink" href="#post-content">Pular anncios</a>--><div class="adpostsearch">
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<p>Desde então frequentemente recebo emails de leitores querendo saber como fazer para poder ter acesso de escrita nessas partições. Alguns, provavelmente <a href="http://www.brunotorres.net/web/leitores-de-titulos"><em>leitores de títulos</em></a>, escrevem reclamando do fato de não conseguirem criar, modificar e apagar arquivos em tais partições, mesmo eu tendo deixado bem claro no texto que o suporte a NTFS no kernel era apenas de leitura e o pouco suporte a escrita que foi conseguido no kernel 2.6 é extremamente limitado (permite apenas modificar aquivos, desde que se mantenha o mesmo tamanho, ou seja, é inútil).</p>
<p>Antes de continuar, devo deixar claro que o fato de o kernel do Linux não ter suporte completo a escrita em NTFS não é culpa de seus desenvolvedores. o NTFS é um sistema de arquivos proprietário, fechado, e o pouco suporte conseguido até hoje se deve a trabalhos de engenharia reversa.</p>
<p>Mas nem tudo está perdido. Se você realmente precisa escrever em suas partições NTFS pelo linux há hoje duas ferramentas &#8212; pelo menos que eu conheça &#8212; para realizar esta tarefa. São elas o <a href="http://www.jankratochvil.net/project/captive/">Captive</a> e o <a href="http://www.ntfs-linux.com/">Paragon NTFS For Linux</a>.</p>
<p>O Paragon NTFS For Linux é uma ferramenta proprietária e sua versão <em>demo</em> tem apenas suporte a leitura. Portanto não pude testá-lo.</p>
<p>Já o Captive é uma ferramenta livre e grátis, que usa um processo bem parecido com o que o <a href="http://www.winehq.com/">Wine</a> usa para rodar programas windows no linux. Ou seja, utiliza arquivos de sistema do windows para proporcionar acesso total de leitura e escrita a partições NTFS.</p>
<p>Vamos dar uma olhada nele.</p>
<p>Infelizmente o <a href="http://www.jankratochvil.net/project/captive/">Captive</a> é muito mal documentado. A informação contida em sua página é insuficiente e até mesmo confusa. Fiz algumas buscas pelo google e também não achei nada que pudesse me ajudar muito. Portanto o jeito foi baixar o programa e meter a mão na massa pra ver se funciona e como funciona.</p>
<p>Eu instalei o Captive em um sistema <a href="http://debian.org/">Debian</a> Sarge, portanto não posso garantir que o processo que usei vá funcionar em outras distribuições. Pelo que é dito na página do Captive, o pacote RPM que é disponibilizado foi testado nas distribuições Red Hat (8 e 9), SuSe (9.0 e 9.1) e Mandrake 9.1.</p>
<p>Outra alternativa é baixar o pacote binário, contido em um arquivo .tar.gz. Mas eu preferi pegar o RPM, que costuma dar menos dor de cabeça para instalar.</p>
<h3>Instalando RPMs no Debian</h3>
<p>Se você for usuário de Debian, deve saber que o sistema de pacotes usado por ele não é o RPM e sim o DEB. Mas, instalar pacotes RPM é bem simples, com a ajuda de uma ferramenta chamada <a href="http://www.kitenet.net/programs/alien/">Alien</a>.</p>
<p>Se você não tiver o alien instalado, faça um <kbd>apt-get install alien</kbd>.</p>
<p>Baixe o arquivo RPM disponibilizado na <a href="http://www.jankratochvil.net/project/captive/">página do Captive</a> e converta-o para DEB, com o comando <kbd>alien --to-deb captive-static-1.1.5-0.i386.rpm</kbd>. Será gerado o arquivo <em>captive-static_1.1.5-1_i386.deb</em></p>
<h3>Instalando e usando o Captive</h3>
<p>Tendo gerado o arquivo <em>captive-static_1.1.5-1_i386.deb</em>, instale-o com o comando <kbd>dpkg -i captive-static_1.1.5-1_i386.deb</kbd>.</p>
<p>Agora você vai precisar de alguns arquivos do windows para que o Captive funcione. São eles: <em>ntfs.sys</em>, <em>cdfs.sys</em>, <em>fastfat.sys</em>, localizados em C:WINDOWSsystem32drivers (assumindo que seu windows está instalado em C:WINDOWS) e <em>ntoskrnl.exe</em>, localizado em C:WINDOWSsystem32.</p>
<p><strong>Nota:</strong> O windows que tenho instalado é o XP Service Pack 2 em português. Se o seu for o mesmo, os seus arquivos não vão funcionar com o Captive, por motivos que desconheço. A solução é tentar baixar estes arquivos na internet ou, como eu fiz, utilizar os arquivos que estão no CD de instalação do Windows em /I386/. Perceba que alguns arquivos têm a extensão terminada em _, como FASTFAT.SY_ e NTOSKRNL.EX_. Simplesmente renomeie-os, no caso para fastfat.sys e ntoskrnl.exe, respectivamente.</p>
<p>Copie todos esses arquivos para uma pasta qualquer, por exemplo, /home/user/ntfs/ (claro, substituindo user pelo nome do seu usuário no linux).</p>
<p>O próximo passo é executar uma ferramenta chamada <kbd>captive-install-acquire</kbd>, que vai buscar por esses arquivos em seu HD e jogá-los para o lugar onde devem ficar. Por padrão, o <kbd>captive-install-acquire</kbd> tem uma interface gráfica em Gtk, que não te dá opção nenhuma a não ser deixá-lo procurar pelos arquivos em seu HD, processo que travou minha máquina por duas vezes. Portanto, use sua versão de texto, <kbd>captive-install-acquire --text</kbd>.</p>
<p>Responda não (N) à primeira pergunta <em>Quickly scan your local disks to find needed drivers?</em>, e à segunda <em>Fully scan all directories of your local disks?</em>. O próximo passo te pede para entrar um diretório específico para ser escaneado. Digite o caminho do diretório onde você gravou os arquivos do windows, no nosso caso, /home/user/ntfs/.</p>
<p>Se você copiou os arquivos certos para esse diretório, o captive vai encontrá-los e informar isso a você. Após isso, a pergunta anterior será feita mais uma vez. Responda Done (D), finalizando este processo.</p>
<p>Pronto. O captive está instalado e deve funcionar a contento.</p>
<p>Para montar a partição, use o comando <kbd>mount -t captive-ntfs /dev/hda1 /win</kbd> (supondo que a sua partição NTFS está em /dev/hda1 e o ponto de montagem é /win). Para montar a partição com acesso para usuários comuns, use o processo descrito em <a href="http://www.brunotorres.net/gnulinux/montar-ntfs-linux">Como montar partições NTFS no linux</a>, trocando apenas <em>ntfs</em> por <em>captive-ntfs</em>.</p>
<p><strong>Disclaimer:</strong> Não posso garantir que esse processo funcione em qualquer distribuição linux e sob qualquer condição. Apenas estou descrevendo o processo que usei em minha máquina, usando um Debian Sarge. Espero que funcione para você também, mas simplesmente não posso garantir nada. Use por sua conta e risco.</p>
<h3>Desempenho</h3>
<p>Não posso dizer nada conclusivo sobre o desempenho do Captive ao escrever arquivos em partições NTFS. Fiz apenas um teste, copiando um arquivo de 36MB (source do kernel do linux) e o resultado foi:</p>
<p># <kbd>time cp linux-2.6.12.2.tar.bz2 /win/</kbd></p>
<pre>real    3m26.402s
user    0m0.087s
sys     0m1.322s</pre>
<p>Para efeito de comparação, copiei o mesmo arquivo para uma partição FAT32, usando o suporte do próprio kernel do linux:</p>
<p># <kbd>time cp linux-2.6.12.2.tar.bz2 /winfat/</kbd></p>
<pre>real    0m0.430s
user    0m0.002s
sys     0m0.173s</pre>
<p>Como podem ver, o desempenho do Captive é um pouco decepcionante, pelo menos à primeira vista. Mas se você tem real necessidade de ter suporte a escrita em suas partições NTFS pelo Linux, o Captive pode ser uma boa solução. As operações com arquivos pequenos ocorreram normalmente. Não há sensação de lentidão no processo.</p>
<h3>Segurança</h3>
<p>Não encontrei praticamente nada referente à segurança do Captive. Pelo que li em sua página, o fato de ele usar os arquivos do próprio windows para oferecer suporte a escrita torna o processo mais seguro. Mas, ninguém garante que os seus arquivos estarão 100% seguros.</p>
<p>Eu fiz algumas operações básicas, montei e desmontei a partição algumas vezes, copiei, apaguei e modifiquei alguns arquivos e nada de mau aconteceu.</p>
<p>Uma coisa importante é que é preciso desmontar o volume antes de desligar ou reiniciar a máquina. Pelo que li isso é imprescindível, portanto, se você acha que não vai lembrar de desmontar suas partições antes de desligar, coloque o comando <kbd>umount /win</kbd> (mais uma vez, assumindo que o ponto de montagem é /win) em um script que vá rodar nos runlevels 0 (desligar) e 6 (reboot).</p>
<p>No debian, faça o seguinte:</p>
<p># <kbd>echo "umount /win" &gt; /etc/init.d/umountntfs</kbd></p>
<p># <kbd>ln -s /etc/init.d/umountntfs /etc/rc0.d/K01umountntfs</kbd></p>
<p># <kbd>ln -s /etc/init.d/umountntfs /etc/rc6.d/K01umountntfs</kbd></p>
<p>Concluindo, o Captive está longe de ser a solução perfeita para ter acesso completo de escrita em partições NTFS, mas é a única solução livre e grátis discponível, até onde sei. Faça bom proveito.</p>
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		<title>Saiu o Sarge, nova versão do Debian GNU/Linux</title>
		<link>http://brunotorres.net/saiu-debian-sarge</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Jun 2005 14:10:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[debian]]></category>
		<category><![CDATA[gnulinux]]></category>
		<category><![CDATA[releases]]></category>
		<category><![CDATA[sarge]]></category>

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		<description><![CDATA[Isso aconteceu no dia 06 de junho, e eu acabei me esquecendo de postar aqui. Entre as novidades encontradas no sarge estão o novo instalador, ainda em modo texto mas muito mais fácil de usar; GNOME 2.8; KDE 3.3;XFree86 4.3.0 (infelizmente nessa versão ainda não teremos os X.Org); kernels 2.6.8 e 2.4.27; GCC 3.3.5; entre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Isso <a href="http://www.debian.org/News/2005/20050606">aconteceu</a> no dia 06 de junho, e eu acabei me esquecendo de postar aqui.<!--<a id="gotocontentlink" href="#post-content">Pular anncios</a>--><div class="adpostsearch">
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<p>Entre as novidades encontradas no <a href="http://www.debian.org/releases/sarge/">sarge</a> estão o novo <a href="/sargeslide/">instalador</a>, ainda em modo texto mas muito mais fácil de usar; <a href="http://gnome.org/start/2.8/">GNOME 2.8</a>; <a href="http://www.kde.org/">KDE</a> 3.3;<a href="http://www.xfree86.org/">XFree86</a> 4.3.0 (infelizmente nessa versão ainda não teremos os <a href="http://www.x.org/">X.Org</a>); <a href="http://kernel.org/">kernels</a> 2.6.8 e 2.4.27; <a href="http://gcc.gnu.org/gcc-3.3/">GCC 3.3.5</a>; entre outros.</p>
<p>Para quem usa o velho <a href="http://www.debian.org/releases/woody/">woody</a> vale muito a pena o upgrade.</p>
<p>Você pode <a href="http://www.debian.org/distrib/">obter</a> o sarge de várias maneiras. Para quem tem banda larga, a melhor opção é baixar as imagens de CD (apenas a primeira já é suficiente para ter um sistema completo com GNOME e/ou KDE e a maioria dos pacotes mais famosos) via <a href="ftp://linorg.usp.br/iso/debian/3.1_r0a/iso-cd-bittorrent/">bittorrent</a> ou diretamente via  <a href="ftp://linorg.usp.br/iso/debian/3.1_r0a/iso-cd/">FTP</a> ou <a href="http://linorg.usp.br/iso/debian/3.1_r0a/iso-cd/">HTTP</a>.</p>
<p>Eu ainda não terminei de baixar a ISO oficial do Sarge. Assim que terminar de baixar, instalar e usar um pouco posto aqui minhas impressões.</p>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://brunotorres.net/slide-debian-sarge" rel="bookmark" class="crp_title">Instalação do debian sarge em slides</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/martin-michlmayr" rel="bookmark" class="crp_title">Martin Michlmayr &#8211; Líder do projeto Debian GNU/Linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/debian" rel="bookmark" class="crp_title">Debian GNU/Linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/instalar-programas-no-linux-e-mais-facil-que-no-windows" rel="bookmark" class="crp_title">Instalar programas no Linux é mais fácil que no windows</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/escrita-particoes-ntfs-linux-captive" rel="bookmark" class="crp_title">Suporte a escrita em partições NTFS no Linux com o Captive</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/planos-de-migracao-namorando-o-ubuntu" rel="bookmark" class="crp_title">Planos de migração: namorando o Ubuntu</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/quem-e-nosso-slashdot-quem-e-nosso-digg" rel="bookmark" class="crp_title">Quem é nosso slashdot? Quem é nosso digg?</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/linux-treze-anos" rel="bookmark" class="crp_title">13 anos de linux e alguma história pra contar</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
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		<title>Martin Michlmayr &#8211; Líder do projeto Debian GNU/Linux</title>
		<link>http://brunotorres.net/martin-michlmayr</link>
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		<pubDate>Tue, 04 Jan 2005 19:43:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
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		<category><![CDATA[distributions]]></category>
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		<description><![CDATA[Nesta entrevista, Martin Michlmayr, líder do projeto debian, fala sobre o sarge, a próxima versão do Debian GNU/Linux. Uma das melhorias mais significantes no sarge em relação ao woody &#8211; a última versão estável &#8211; é o instalador. Mais fácil de usar apesar de ainda ser em modo texto. Outras melhrias são a adição de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nesta entrevista, <a href="http://www.cyrius.com/">Martin Michlmayr</a>, líder do projeto debian, fala sobre o sarge, a próxima versão do Debian GNU/Linux. Uma das melhorias mais significantes no sarge em relação ao woody &#8211; a última versão estável &#8211; é o instalador. Mais fácil de usar apesar de ainda ser em modo texto. Outras melhrias são a adição de novas versões dos softwares mais importantes como Apache 2.0.52, GNOME 2.8, KDE 3.3 e XFree86 4.3.<!--<a id="gotocontentlink" href="#post-content">Pular anncios</a>--><div class="adpostsearch">
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<p>O Debian suporta 11 arquiteturas. De acordo com Martin o sistema está bastante estável e apenas alguns pequenos problemas de infraestrutura precisam ser resolvidos antes do lançamento.</p>
<p>A entrevista foi feita há um mês, via IRC. Confira abaixo.</p>
<p class="q">Bruno Torres &#8211; Por favor, apresente-se e fale-nos um pouco sobre seu trabalho no projeto Debian GNU/Linux.</p>
<p><strong>Martin Michlmayr</strong> &#8211; Meu nome é <a href="http://www.cyrius.com/">Martin Michlmayr</a> e eu tenho 25 anos. Participei em diversos projetos de software livre e entrei no Debian há vários anos. Estou envolvido principalmente em testes de qualidade assim como várias atividades de coordenação.</p>
<p>Em março de 2003, fui eleito líder do projeto Debian e estou em meu segundo semestre agora. Debian é um projeto grande e complexo com algo em torno de 1.000 desenvolvedores e 10.000 pacotes. Por isso o projeto necessita muito de coordenação.</p>
<p>Também tenho me envolvido em outras áreas no Debian. Por exemplo, tenho ajudado a portar nosso novo <a href="/sargeslide/">debian-installer</a> para várias sub-arquiteturas de MIPS, como Cobalt. Além do meu trabalho no Debian, sou um estudante de PhD na Universidade de Cambridge, investigando gerenciamento de qualidade em projetos de software livre e código aberto. O alvo da minha pesquisa é aprimorar a qualidade encontrada em projetos de software livre.</p>
<p class="q">BT &#8211; Até recentemente o debian-installer do sarge não estava funcionando. E agora, está funcionando bem?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; Sim, debian-installer está funcionando muito bem agora em todas as arquiteturas que suportamos.</p>
<p class="q">BT &#8211; Quais são as características mais importantes do novo instalador?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; Ouvimos por anos que o Debian era difícil de instalar e o antigo instalador não era muito fácil de manter ou aprimorar. Então decidimos jogar fora o antigo instalador e começar do zero. O novo instalador é muito mais modular, o que o torna mais fácil de manter e estender. Do ponto de vista do usuário o novo instalador é muito mais fácil de usar. Ele faz menos perguntas que o antigo, faz detecção automática de hardware e tem diversas outras novas características, como detecção automática de outros sistemas operacionais instalados em sua máquina. Ele também tem suporte a RAID e LVM.</p>
<p class="q">E o que nos diz de um instalador gráfico?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; Tem havido algum trabalho em uma interface gráfica para o instalador mas não vai ser lançado com o sarge.</p>
<p>Suportamos 11 arquiteturas e obviamente criamos primeiro um sistema que funcione em todas elas. Além disso, não acredito que nosso sistema baseado em texto (framebuffer) tenha muitas problemas de usabilidade comparado com um instalador gráfico. Mas sabemos que muitas pessoas estão interessadas em um instalador gráfico e certas línguas como tailandês podem até mesmo exigir isso.</p>
<p>Nós escolhemos um sistema muito genérico (debconf) para o nosso instalador o que torna fácil adicionar novos front-ends (interfaces). Uma interface gráfica é um dos pontos principais em nossa lista de afazeres para futuros desenvolvimentos após o sarge.</p>
<p class="q">Na minha opinião o debconf é um dos grandes diferenciais do Debian em relação ? s outras distribuições. Você concorda?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; Debconf é um sistema muito bom que permite que os pacotes interajam com o usuário de uma forma padronizada. Com certeza é um dos bons exemplos de integração, pela qual o Debian é conhecido.</p>
<p class="q">BT &#8211; Você acha que o Debian Sarge vai ser uma boa escolha para usuários de desktop?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; Linux em geral e o Debian tem tido grandes progressos nos últimos anos e são de certa forma certamente adequados para uso em desktops. Eu não recomendaria o Debian no desktop para pessoas que são novas no linux, mas é perfeitamente adequado para pessoas que tem alguma experiência com linux ou tem um administrador que cuida de sua máquina. A questão, claro, é se vamos lançar novas versões em pouco tempo após o lançamento do Sarge.</p>
<p>O desktop é muito importante para nós e sabemos que o nosso ciclo de lançamentos é simplesmente muito lento. Atualmente estamos discutindo uma mudança para um modelo de lançamentos periódicos (o modelo que, por exemplo, GNOME segue, no qual cada lançamento ;e feito <i>n</i> meses após o anterior de acordo com um calendário bem planejado). Obviamente, a grande questão é com que frequência poderemos lançar novas versões e aqui temos que levar em conta dois requisitos conflitantes. O pessoal dos servidores não quer atualizar muito frequentemente enquanto muitos (mas certamente não todos) usuários de desktop querem ver lançamentos freqüentes. No momento um ciclo de 12 a 18 meses está em discussão. Estamos também trabalhando em suporte de segurança para nossa distribuição de testes, o que vai permitir que as pessoas que querem software atualizado mas testado a usem.</p>
<p class="q">BT &#8211; Qual versão do kernel vai ser usado no Sarge por padrão? Será como no Woody, com duas versões (2.4 e 2.6 no caso do Sarge) e deixando que o usuário escolha?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; O kernel padrão depende da arquitetura. Enquanto o 2.6 é padrão para máquinas PowerPC, decidimos permanecer com o 2.4 para as i386. De qualquer forma, você pode facilmente escolher o 2.6, utilizando a opção de boot <em>linux26</em>. A instalação com ambas as versões do kernel são bem suportadas e testadas.</p>
<p class="q">BT &#8211; Por que o 2.4 para i386? Você não acha que o 2.6 é estável o bastante?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; 2.4 é muito mais largamente testado e sabidamente estável. 2.6 está se tornando bastante confiável também mas ainda precisa de mais testes. De qualquer forma, ambos 2.4 e 2.6 são oficialmente suportados e é muito fácil escolher.</p>
<p class="q">BT &#8211; Será possível instalar o Debian Sarge em sistemas de arquivos como JFS, XFS ou até mesmo Reiser4, ou esses sistemas são ainda muito experimentais para serem suportados pelo instalador?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; Temos suporte a JFS, XFS e Reiser3. Não iremos suportar Reiser4 como parte de nosso kernel oficial nem do instalador já que ele foi vetado pelos desenvolvedores do kernel. De qualquer modo, fornecemos um pacote de patch para o kernel que pode facilmente ser aplicado pelos usuários que precisarem usar este sistema de arquivos.</p>
<p class="q">BT &#8211; Quais serão as versões dos softwares mais comumente usados, especialmente Apache, GNOME, KDE e X que serão incluídas no Sarge?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; Teremos o Apache 1.3.33 assim como 2.0.52, KDE 3.2 e GNOME 2.8.</p>
<p class="q">BT &#8211; O Sarge usará o XFree ou X.org?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; Nosso X é baseado no XFree 4.3 (a última versão livre) com um grande número de patches retirados de amboa X.org e XFree86. Vamos mudar completamente para o X.org após o Sarge.</p>
<p class="q">BT &#8211; Quando poderemos comemorar o lançamento do Sarge?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; Ainda não há uma data definida para o lançamento. Há alguns problemas relacionados a nossa infraestrutura que precisamos acertar antes de podermos fazer o lançamento. Temos esperança que o Sarge será lançado ainda no início deste ano.</p>
<p class="q">BT &#8211; Quantos CDs serão necessários para instalar um sistema Debian completo, incluindo KDE/GNOME?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; Acredito que a maior parte do KDE e GNOME estejam no primeiro CD.</p>
<p class="q">BT &#8211; O Sarge vai incluir o rp-pppoe? No Brasil ele é muito popular e as pessoas não estão muito acostumadas a usar o pppoeconf do Debian.</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; Sim, o rp-pppoe será incluído e na verdade já faz parte do Woody também. O pacote fonte (source) chama-se rp-pppoe mas o pacote binário que lançamos chama-se pppoe.</p>
<p class="q">BT &#8211; Por que o exim é o MTA (servidor de emails) padrão no Debian, ao invés de aplicações mais conhecidas como postfix?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; O exim é um sistema robusto, muito fácil de configurar e suporta muitas configurações diferentes. Quando avaliamos qual seria o MTA padrão e o exim foi escolhido, o postfix ainda não estava pronto. É certamente uma boa alternativa agora mas não oferece vantagens suficientes para valer a pena trocar o padrão novamente.</p>
<p class="q">BT &#8211; Por que não usar udev por padrão quando o usuário escolhe o kernel 2.6?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; Um grande número de mudanças tem que ser feito nos scripts de inicialização para boa integração com o udev. Isto é algo para o próximo lançamento após o Sarge.</p>
<p class="q">BT &#8211; Eu acho que deveria ter opções de framebuffer no prompt de boot da instalação. Algo como a escolha de resolução de tela. Eu tive que digitar <em>linux26 vga=791</em>. Há planos de oferecer opções de resolução no menu de boot?</p>
<p><strong>MM</strong> &#8211; O debian-installer funciona muito bem na resolução padrão. Colocar muitas opções pode confundir o usuário. Você precisa realmente usar a opção na linha de comando.</p>
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		<title>Instalação do debian sarge em slides</title>
		<link>http://brunotorres.net/slide-debian-sarge</link>
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		<pubDate>Wed, 01 Dec 2004 19:53:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
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		<category><![CDATA[installation]]></category>
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		<description><![CDATA[A instalação da nova versão do debian (ainda não lançada como estável), de codinome sarge, está bem mais simples e interessante que a da versão anterior (woody). Fiz um slide show mostrando passo a passo a instalação, cada passo com sua respectiva imagem e uma breve explicação. Confira: Instalação do Debian GNU/Linux sarge passo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A instalação da nova versão do debian (ainda não lançada como estável), de codinome sarge, está bem mais simples e interessante que a da versão anterior (woody).<!--<a id="gotocontentlink" href="#post-content">Pular anncios</a>--><div class="adpostsearch">
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<p>Fiz um <a href="/sargeslide/">slide show</a> mostrando passo a passo a instalação, cada passo com sua respectiva imagem e uma breve explicação.<br />
Confira: <a href="/sargeslide/">Instalação do Debian GNU/Linux sarge passo a passo</a>.</p>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://brunotorres.net/saiu-debian-sarge" rel="bookmark" class="crp_title">Saiu o Sarge, nova versão do Debian GNU/Linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/martin-michlmayr" rel="bookmark" class="crp_title">Martin Michlmayr &#8211; Líder do projeto Debian GNU/Linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/debian" rel="bookmark" class="crp_title">Debian GNU/Linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/instalar-debian" rel="bookmark" class="crp_title">Instalação do Debian GNU/Linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/instalar-programas-no-linux-e-mais-facil-que-no-windows" rel="bookmark" class="crp_title">Instalar programas no Linux é mais fácil que no windows</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/escrita-particoes-ntfs-linux-captive" rel="bookmark" class="crp_title">Suporte a escrita em partições NTFS no Linux com o Captive</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/quem-e-nosso-slashdot-quem-e-nosso-digg" rel="bookmark" class="crp_title">Quem é nosso slashdot? Quem é nosso digg?</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/compilar-programas" rel="bookmark" class="crp_title">Como compilar programas a partir do código fonte</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Entrevista com Richard Stallman</title>
		<link>http://brunotorres.net/richard-stallman</link>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2004 02:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[free-software]]></category>
		<category><![CDATA[gnulinux]]></category>
		<category><![CDATA[interviews]]></category>
		<category><![CDATA[linux]]></category>

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		<description><![CDATA[( Original version &#8211; in english ) Acho que não é necessário dizer quem é Richard Stallman, mas vamos lá: Richard Matthew Stalman, ou apenas RMS, é o fundador do sistema operacional GNU e da GNU.org, organização criada para difundir o uso do software livre. É um pouco difícil entrevistar alguém como Stallman. Tentei fazê-lo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>( <a href="/en/interviews/richard-stallman">Original version &#8211; in english</a> )<!--<a id="gotocontentlink" href="#post-content">Pular anncios</a>--><div class="adpostsearch">
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</div></div><!--<a name="post-content"></a>-->

<p>
Acho que não é necessário dizer quem é Richard Stallman, mas vamos lá:<br />
Richard Matthew Stalman, ou apenas RMS, é o fundador do sistema operacional<br />
GNU e da <a href="http://www.gnu.org">GNU.org</a>, organização criada para difundir o uso do software livre.<br />
É um pouco difícil entrevistar alguém como Stallman. Tentei fazê-lo falar<br />
sobre coisas mais técnicas, mas ele realmente é um cara preocupado principalmente<br />
com a ideologia por trás do software livre. Liberdade é seu sobrenome e ele a<br />
defende com todas as forças.<br />
É também um cara que, ao que me parece, não tem muito bom humor e é completamente<br />
intolerante quanto a interpretações equivocadas de sua ideologia.<br />
Em uma das perguntas que eu fiz, mencionei &#8220;comunidade open source&#8221; e ele, prontamente<br />
me mandou um email &#8211; quase uma bronca &#8211; me explicando que não se deve usar este termo.<br />
Veja a explicação dele sobre essa questão da denominação open source:</p>
<p>&#8220;Eu acho que vejo um sinal de comum mal-entendimento. Você acha que<br />
software livre significa software distribuido sob a GNU GPL? Não é assim,<br />
isso é um equívoco.</p>
<p>Software livre significa software que respeita as quatro liberdades<br />
essenciais.</p>
<ul>
<li>0: liberdade para rodar o programa</li>
<li>1: A liberdade de estudar o código fonte e modificá-lo.</li>
<li>2: A liberdade de fazer cópias e distribuí-las para os outros</li>
<li>3: <a href="http://www.gnu.org/philosophy/free-sw.html">A liberdade de publicar uma versão modificada</a></li>
</ul>
<p>A <a href="http://www.gnu.org/copyleft/gpl.html">GNU GPL</a> é uma licença de software livre  e é a que eu recomendo na<br />
maioria dos casos, mas há muitas outras, incluindo a <a href="http://www.mozilla.org/MPL/">MPL</a>. <a href="http://www.stallman.org" class="right"><img src="/imagens/rms.jpg" alt="Richard Stallman" /></a><br />
Veja  <a href="http://www.gnu.org/licenses/license-list.html">gnu.org/licenses/license-list.html</a> para uma lista<br />
de muitas licenças de software. À medida que a licença de um programa<br />
é livre, o programa é eticamente legítimo &#8211; pelo menos em relação ?<br />
questão de como ela trata a liberdade dos usuários.</p>
<p>O critério para &#8220;open source&#8221; foi projetado seguindo as idéias<br />
do software livre, mas elas tem divergido de certa forma.<br />
Apesar disso, praticamente todos os programas &#8220;open source&#8221; são<br />
softwares livres e vice-versa.</p>
<p>A principal diferença entre software livre e open source está na<br />
filosofia; &#8220;open source&#8221; se tornou o rótulo para uma filosofia<br />
como a de Torvalds, que não se apresenta como uma questão ética.<br />
Por isso eu me recuso a aceitar o rótulo &#8220;open source&#8221; para o<br />
meu trabalho: Este rótulo se destina a descartar a filosofia,<br />
que é a coisa mais importante.&#8221;</p>
<p>Bom, vamos ?  entrevista:</p>
<p class="q">Bruno Torres &#8211; Você não gosta quando as pessoas chamam o GNU/Linux apenas de Linux.<br />
Ok, GNU/Linux é o nome correto, já que o sistema operacional é composto mais pelos<br />
softwares GNU do que de Linux &#8211; que é apenas o kernel. Mas, você não acha que o<br />
mais importante é o fato de as pessoas estarem usando e o nome não deveria ser levado<br />
tão a sério?</p>
<p><strong>Richard Stallman</strong> &#8211; Nós precisamos que o público saiba sobre o trabalho que fizemos no<br />
passado, para que então possamos ter seu apoio para o nosso trabalho<br />
futuro.</p>
<p>Se o objetivo é construir uma sociedade livre, não é suficiente apenas<br />
colocar a liberdade na mão das pessoas. Se elas não a apreciarem, a deixarão<br />
cair, e a perderão. Se nós queremos que a liberdade resista, temos que<br />
ensinar as pessoas a reconhecer o seu valor para que possam defendê-la.</p>
<p>O uso frequente de software tem apenas uma década, e a sociedade está apenas<br />
começando a lutar pela questão dos direitos dos usuários de computador.<br />
A maioria das pessoas nunca ouviu falar sobre a idéia de que elas devem ter a<br />
liberdade de compartilhar e modificar o software que usam. Até mesmo<br />
a maioria dos usuários de GNU/Linux nunca ouviu isso,  porque a maioria<br />
das pessoas que recomendam e escrevem sobre o sistema não falam sobre isso.<br />
Muitos escritores adotam uma perspectiva comercial, ou o tratam meramente<br />
como uma opção técnica.</p>
<p>Não é coincidência que muitos usuários de GNU/Linux já tenham deixado<br />
que a liberdade escorregue por entre seus dedos. Olhe quantas distribuições<br />
GNU/Linux incluem softwares não livres como um &#8220;bônus&#8221; &#8211; esta prática se<br />
tornou popular porque os usuários não perceberam que estavam abrindo mão de<br />
alguma coisa. A maioria deles ainda não sabe. O principal trabalho do<br />
<a href="http://www.gnu.org">projeto GNU</a> hoje é ensinar as pessoas primeiro a entender sua liberdade e<br />
então a valorizá-la.</p>
<p>Leva tempo para explicar essas idéias, e nós apreciamos sua ajuda em<br />
explicar, se você quiser ter todo esse trabalho. Mas o mínimo que você<br />
pode fazer é chamar o sistema de &#8220;GNU/Linux&#8221;. Leva muito pouco tempo, e<br />
mesmo não explicando de fato, pelo menos torna nossas explicações mais<br />
efetivas.</p>
<p>Essas idéias de liberdade são geralmente associadas ao nome GNU, não<br />
ao nome Linux. As pessoas ouviram que Linus Torvalds escreveu o Linux<br />
pra aprender e se divertir, e ele não acredita que haja um dever ético<br />
do software de ser livre. Quando as pessoas acreditam que Linux é o<br />
sistema inteiro, elas acham que ele vem principalmente da filosofia de<br />
Torvalds. No entanto, se elas souberem que o sistema é GNU, então quando<br />
elas lerem sobre nossa filosofia de liberdade, irão reconhecer que é a<br />
fundação do sistema operacional que elas apreciam. Então é mais<br />
provável que elas escutem o que nós dizemos com mais atenção.</p>
<p class="q">BT &#8211; Qual a sua opinião sobre a iniciativa da Microsoft com o programa<br />
&#8220;shared source&#8221;?</p>
<p><strong>RMS</strong> &#8211; Se você comparar as práticas da Microsoft com a definição de<br />
software livre, vai ver que elas tem muito pouco em comum.<br />
Não há nada novo em se distribuir código fonte proprietário sob<br />
um acordo de não revelação para certos clientes. Foi assim que a <a href="http://www.att.com/">AT&amp;T</a><br />
distribuiu o Unix nos anos 80. Minha resposta a isso foi começar o<br />
desenvolvimento de um substituto livre para o Unix &#8211; o sistema GNU.</p>
<p class="q">BT &#8211; GNU/Linux está profundamente inserido no mercado de servidores, mas<br />
nos desktops seu uso ainda é bastante modesto. Você acha que algum dia<br />
ele irá dominar esse mercado? O que está faltando? O que está sendo<br />
feito pra tornar isso possível?</p>
<p><strong>RMS</strong> &#8211; Como os telecentros no Brasil mostram, o GNU/Linux já é utilizável<br />
por pessoas leigas em desktops e laptops, e elas já estão começando a<br />
adotá-lo.</p>
<p>No entanto, é errado nesse contexto falar desses potenciais usuários como<br />
um &#8220;mercado&#8221;. Se nós estivéssemos falando sobre vender cópias de GNU/Linux<br />
a elas (o que é perfeitamente legal), elas seriam um mercado, mas o nosso<br />
trabalho é estabelecer a liberdade, não vender. Eu penso nessas pessoas<br />
como pessoas de quem a liberdade foi tirada e precisa ser devolvida,<br />
como habitantes de uma parte do cyberespaço que ainda precisa de<br />
liberdade.</p>
<p class="q">BT &#8211; Você fala frequentemente que o Brasil é um dos países mais importantes<br />
na comunidade do software livre. Porque é bom para um país (principalmente<br />
o governo) adotar o software livre? No caso específico do Brasil, o que<br />
se pode ganhar com isso?</p>
<p><strong>RMS</strong> &#8211; A coisa mais importante que você ganha com o software livre é a<br />
liberdade: liberdade de ser parte de uma comunidade, e controlar livremente<br />
seu próprio computador. Como benefícios secundários, você pode também<br />
economizar dinheiro e ter o software melhor adaptado para as suas necessidades,<br />
mas nós não devemos nos focar nesses benefícios secundários e esquecer da<br />
questão principal.</p>
<p class="q">BT &#8211; Você acha que os esforços do atual governo federal do Brasil em defesa<br />
do software livre estão bons, ou deveriam ser melhores em algum aspecto?</p>
<p><strong>RMS</strong> &#8211; Não sei os detalhes precisos, mas acho que eles são bons.<br />
No entanto, eles provavelmente podem ser melhorados. O mais importante<br />
de tudo é que as escolas em todos os níveis migrem para software livre.<br />
Escolas deveriam treinar a nova geração para ser forte, capaz e acostumada<br />
com a liberdade e cooperação, não conduzida a um estado de permanente<br />
dependência de corporações estrangeiras que proíbem as pessoas de ajudar<br />
seus vizinhos.</p>
<p>O governo e as escolas deveriam apoiar o desenvolvimento sustentável<br />
com tecnologia apropriada. Uso de software não livre é dependência,<br />
não desenvolvimento: Pessoas locais não podem mantê-lo ou adaptá-lo<br />
são proibidos de entendê-lo. Apenas o uso do software livre é real<br />
desenvolvimento.</p>
<p class="q">BT &#8211; Fora as questões ideológicas, quais argumentos você usaria para<br />
tentar mostrar a alguém os benefícios do GNU/Linux?</p>
<p><strong>RMS</strong> &#8211; Eu menciono os benefícios de confiabilidade, segurança e economia<br />
de dinheiro; mas eu nunca falo exclusivamente sobre esses benefícios<br />
secundários quando falo ao público. Há muitas pessoas que não valorizam<br />
a liberdade, mas o meu objetivo é ensiná-las a velorizá-la, e eu não<br />
posso fazer isso agindo como se eu não a valorizasse.</p>
<p class="q">BT &#8211; Você usa estritamente softwares livres ou softwares open-source<br />
tem algum espaço no seu HD?</p>
<p><strong>RMS</strong> &#8211; Eu uso apenas software livre. Como eu expliquei acima, quase<br />
todo &#8220;software open-source&#8221; é software livre.</p>
<p>Não há razão para usar o termo &#8220;open source&#8221; no Brasil. Falando<br />
de software livre, nós lembramos ? s pessoas que a liberdade é<br />
importante.</p>
<p class="q">BT &#8211; Qual a sua opinião sobre a participação de grandes companhias -<br />
como IBM, Sun e Oracle &#8211; no apoio ao GNU/Linux e software livre?<br />
Já que eles comercializam software proprietário, sua participação<br />
pode ser ruim de alguma forma?</p>
<p><strong>RMS</strong> &#8211; IBM e Sun contribuiram para o software livre de maneira substancial,<br />
mas elas também frequentemente encorajam as pessoas a usar GNU/Linux<br />
em conjunto com software não livre. Por exemplo, a Sun contribuiu<br />
com o Openoffice, o que é muito importante, mas também encoraja sa<br />
pessoas a usar a plataforma Java, que <a href="http://www.gnu.org/philosophy/java-trap.html">não é livre</a>.</p>
<p>Eu acho que devemos julgar e comentar separadamente cada atividade<br />
dessas companhias, ao invés somá-las para fazer uma avaliação<br />
total. Devemos agradecê-las pelo que fazem em favor<br />
da liberdade e criticar quando tentam atropelá-la.</p>
<p>O caso da Oracle é diferente; Até onde eu sei ela não contribuiu<br />
em nada para o mundo livre. Tudo que ela desenvolve é software<br />
não livre.</p>
<p><strong>PS:</strong> A última pergunta que eu fiz era a mesma que fiz para o <a href="http://www.brunotorres.net/entrevistas/joel-spolsky">Joel Sposky</a>. A pergunta é a seguinte: Pra você, quais são as tês tecnologias mais promissoras no mundo da TI? Fale um pouco sobre elas.</p>
<p>Eu fiz esta pergunta justamente para comparar as respostas de duas pessoas de mundos totalmente diferentes dentro da informática. Mas Mr. Stallman simplesmente disse &#8220;I have nothing to say about this question&#8221;, ou seja, não tenho nada a dizer sobre isso&#8230;</p>
<p>Que pena!</p>
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			<wfw:commentRss>http://brunotorres.net/richard-stallman/feed</wfw:commentRss>
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		</item>
		<item>
		<title>Filtros p/ processamento de texto em linux &#8211; Parte 2</title>
		<link>http://brunotorres.net/filtros-texto-dois</link>
		<comments>http://brunotorres.net/filtros-texto-dois#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 09 Sep 2004 23:39:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[bash]]></category>
		<category><![CDATA[gnulinux]]></category>
		<category><![CDATA[linux]]></category>

		<guid isPermaLink="false"></guid>
		<description><![CDATA[Segundo artigo da série sobre filtros de processamento de texto para linux. As ferramentas As ferramentas usadas para manipulação de streams de texto no linux fazem parte de um pacote chamado GNU textutils, que agora faz parte do pacote GNU coreutils, com excessão do xargs que faz parte de findutils e do sed, que faz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Segundo artigo da série sobre filtros de processamento de texto para linux.<!--<a id="gotocontentlink" href="#post-content">Pular anncios</a>--><div class="adpostsearch">
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<h3>As ferramentas</h3>
<p>As ferramentas usadas para manipulação de streams de texto no linux fazem parte de um pacote chamado <a href="http://www.gnu.org/software/textutils/textutils.html">GNU textutils</a>,<br />
que agora faz parte do pacote <a href="http://www.gnu.org/software/coreutils/">GNU coreutils</a>, com excessão do <em>xargs</em> que faz parte de <a href="http://www.gnu.org/software/findutils/findutils.html">findutils</a><br />
e do <a href="ftp://ftp.gnu.org/gnu/sed/">sed</a>, que faz parte de um pacote separado.</p>
<p>Neste artigo vou abordar as seguintes ferramentas:</p>
<ul>
<li><a href="#nl">nl</a></li>
<li><a href="#paste">paste</a></li>
<li><a href="#pr">pr</a></li>
<li><a href="#split">split</a></li>
<li><a href="#tac">tac</a></li>
<li><a href="#tail">tail</a></li>
<li><a href="#tr">tr</a></li>
</ul>
<h3 id="nl">nl</h3>
<p>Numera as linhas de um ou mais <em>arquivos</em>, concatenando-os na saída. Pode ser usada uma marcação especial<br />
para delimitação de cabeçalho, corpo e rodapé. Cabeçalho e rodapé são por padrão excluidos da numeração.</p>
<p>A numeração é feita para cada <em>página lógica</em>, definida por ter um<br />
cabeçalho, um corpo e um rodapé.</p>
<p>A marcação especial é a seguinte:</p>
<ul>
<li>&#92;:&#92;:&#92;: para o cabeçalho</li>
<li>&#92;:&#92;: para o corpo</li>
<li>&#92;: para o rodapé</li>
</ul>
<p>Sintaxe:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>nl [opções] [arquivos]</kbd></span></p>
<p>Opções mais usadas:</p>
<dl>
<dt>-b <em>estilo</em></dt>
<dd>Define o <em>estilo</em> de numeração do corpo. O padrão é <strong>t</strong></dd>
<dt>-f <em>estilo</em></dt>
<dd>Define o <em>estilo</em> de numeração do rodapé. O padrão é <strong>n</strong></dd>
<dt>-h <em>estilo</em></dt>
<dd>Define o <em>estilo</em> de numeração do cabeçalho. O padrão é <strong>n</strong></dd>
</dl>
<p><em>estilos</em> que podem ser usados:</p>
<dl>
<dt>a</dt>
<dd>Numera todas as linhas</dd>
<dt>t</dt>
<dd>Numera apenas as linhas não vazias</dd>
<dt>n</dt>
<dd>Não numerar as linhas</dd>
<dt>p<strong>REGEX</strong></dt>
<dd>Numera apenas as linhas que casa com a expressão regular <strong>REGEX</strong></dd>
</dl>
<p>Exemplo:</p>
<p>Vamos supor o seguinte <em>arquivo1</em></p>
<pre>
&#92;:&#92;:&#92;:
Cabeçalho
&#92;:&#92;:
linha1
linha2
&#92;:
rodapé
&#92;:&#92;:&#92;:
Cabeçalho
&#92;:&#92;:
linha1
linha2
&#92;:
rodapé
</pre>
<p>Usando o comando:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>nl <em>arquivo1</em></kbd></span></p>
<p>Obtemos o seguinte resultado:</p>
<pre>
Cabeçalho

         1 linha1
         2 linha2

rodapé

Cabeçalho

         1 linha1
         2 linha2

rodapé
</pre>
<h3 id="paste">paste</h3>
<p>Escreve linhas sequencialmente correspondentes de cada arquivo, separadas por <strong>tab</strong> por padrão, em colunas<br />
verticais.</p>
<p>Sintaxe:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>paste [opções] arquivos</kbd></span></p>
<p>Opções mais usadas:</p>
<dl>
<dt>-d<em>&#8216;n&#8217;</em></dt>
<dd>Usa o caractere <em>n</em>, ao invés de <strong>tab</strong> para separar as colunas.</dd>
<dt>-s</dt>
<dd>Escreve as linhas do arquivo em uma única linha. Se mais de um arquivo for especificado, escreve uma linha para cada<br />
  arquivo.</dd>
</dl>
<p>Exemplos:</p>
<p>Considere o <em>arquivo1</em>:</p>
<pre>
linux
freebsd
macosx
ruindous
</pre>
<p>E o seguinte <em>arquivo2</em>:</p>
<pre>
2.6.8.1
5.3
10.4
XPSP2
</pre>
<p>Usando o comando:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>paste <em>arquivo1</em> <em>arquivo2</em></kbd></span></p>
<p>Obtemos:</p>
<pre>
linux          2.6.8.1
freebsd        5.3
macosx         10.4
ruindous       XPSP2
</pre>
<p><span class="prompt"><kbd>paste -s <em>arquivo1</em> <em>arquivo2</em></kbd></span></p>
<pre>
linux   freebsd macosx ruindous
2.6.8.1 5.3     10.4   XPSP2
</pre>
<p><span class="prompt"><kbd>paste -d'-' <em>arquivo1</em> <em>arquivo2</em></kbd></span></p>
<pre>
linux-2.6.8.1
freebsd-5.3
macosx-10.4
ruindous-XPSP2
</pre>
<h3 id="pr">pr</h3>
<p>Converte um arquivo de texto em uma versão paginada, com cabeçalhos (contendo o nome do arquivo, data e hora e número de<br />
página). Pode ser bem útil para preparar arquivos texto para impressão. O número de linhas padrão de cada página é 66.</p>
<p>Sintaxe:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>pr [opções] [arquivo]</kbd></span></p>
<p>Opções mais usadas:</p>
<dl>
<dt>-d</dt>
<dd>Duplo espaço entre linhas</dd>
<dt>-h <em>cabeçalho</em></dt>
<dd>usa <em>cabeçalho</em> ao invés do nome do arquivo no cabeçalho de cada página</dd>
<dt>-l <em>linhas</em></dt>
<dd>Define o número de linhas de cada página. O padrão é 66</dd>
<dt>-o <em>largura</em></dt>
<dd>Define a margem esquerda para <em>largura</em> colunas</dd>
</dl>
<h3 id="split">split</h3>
<p>Quebra um <em>arquivo</em> em uma sucessão de arquivos <em>arquivoaa</em>, <em>arquivoab</em>, <em>arquivoac</em>, etc.<br />
O padrão de saída é xaa, xab, xac&#8230;</p>
<p>O arquivo original permanece inalterado</p>
<p>Sintaxe:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>split [opções] [arquivo de entrada] [arquivo de saída]</kbd></span></p>
<p>Opções mais usadas:</p>
<dl>
<dt>-n</dt>
<dd>Quebra o arquivo em arquivos com <em>n</em> linhas. O número padrão de linhas é 1000</dd>
</dl>
<p>Exemplo</p>
<p>Suponha o seguinte <em>arquivo</em>:</p>
<pre>
1 um
2 dois
3 três
4 quatro
5 cinco
6 seis
</pre>
<p>Usando o comando</p>
<p><span class="prompt"><kbd>split -2 <em>arquivo</em> <em>saida</em></kbd></span></p>
<p>Obtêm-se os seguintes arquivos: saida<em>aa</em>, saida<em>ab</em> e saida<em>ac</em></p>
<p>saida<em>aa</em>:</p>
<pre>
1 um
2 dois
</pre>
<p>saida<em>ab</em>:</p>
<pre>
3 três
4 quatro
</pre>
<p>saida<em>ac</em>:</p>
<pre>
5 cinco
6 seis
</pre>
<h3 id="tac">tac</h3>
<p>É o oposto do comando <em>cat</em>, que simplesmente exibe o conteudo de arquivos na saída padrão, concatenando múltiplos arquivos.</p>
<p><em>tac</em> exibe o conteúdo de arquivos na saída padrão na ordem inversa, concatenando também, múltiplos arquivos</p>
<p>Sintaxe:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>tac [arquivos]</kbd></span></p>
<p>Exemplo:</p>
<p>Suponha o <em>arquivo1</em>:</p>
<pre>
1 um
2 dois
</pre>
<p>e <em>arquivo2</em>:</p>
<pre>
3 três
4 quatro
</pre>
<p>Usando</p>
<p><span class="prompt"><kbd>tac <em>arquivo1</em> <em>arquivo2</em></kbd></span></p>
<p>Obtem-se:</p>
<pre>
2 dois
1 um
4 quatro
3 três
</pre>
<h3 id="tail">tail</h3>
<p>Exibe as últimas linhas de um arquivo. Faz o contrário de <a href="/gnulinux/filtros-texto-um#head">head</a>. Se mais<br />
de um arquivo for especificado, exibe as últimas linhas de cada um, com um cabeçalho de identificação.</p>
<p>Sintaxe:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>tail [opções] [arquivos]</kbd></span></p>
<p>Opções mais usadas:</p>
<dl>
<dt>-c <em>n</em></dt>
<dd>Exibe os últimos <em>n</em> bytes do arquivo. Pode-se usar os sufixos <em>k</em> ou <em>m</em>, significando<br />
  kbytes ou megabytes, respectivamente</dd>
<dt>-n <em>m</em></dt>
<dd>Exibe as últimas <em>m</em> linhas do arquivo. O padrão são 10 linhas.</dd>
<dt>-f</dt>
<dd>Exibe continuamente o arquivo enquanto ele é escrito por outro proxesso, exibindo as novas linhas que são adicionadas<br />
  a ele. É muito útil para acompanhar a atividade do sistema, visualizando arquivos de log enquanto eles são escritos</dd>
</dl>
<h3 id="tr">tr</h3>
<p>Traduz caracteres de <em>string1</em> para caracteres correspondentes em <em>string2</em>. <em>string2</em> não é um<br />
argumento mandatório. No caso de usar apenas <em>string1</em>, deve-se especificar uma <em>opção</em> para o tratamento destes<br />
caracteres.</p>
<p>Você pode especificar intervalos (a-z por exemplo). Nesse caso, o intervalo usado em <em>string1</em> deve conter o mesmo<br />
número de caracteres do intervalo em <em>string2</em>.</p>
<p>O comando tr não tem um argumento <em>arquivo</em>. Dessa forma, a entrada padrão deve ser usada.</p>
<p>Sintaxe:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>tr [opções] [string1 [string2]]</kbd></span></p>
<p>Opções mais usadas:</p>
<dl>
<dt>-d</dt>
<dd>deleta os caracteres em <em>string1</em> da saída</dd>
<dt>-s</dt>
<dd>Remove caracteres repetidos contidos em <em>string1</em> da saída</dd>
</dl>
<p>Exemplos:</p>
<p>Para transformar todas as letras minúsculas para maiúsculas em <em>arquivo</em></p>
<p><span class="prompt"><kbd>cat <em>arquivo</em> | tr a-z A-Z</kbd></span></p>
<p>ou</p>
<p><span class="prompt"><kbd>tr a-z A-Z &lt; <em>arquivo</em> </kbd></span></p>
<p>Para remover os caracteres &#8216;a&#8217; <strong>repetidos</strong> de <em>arquivo</em></p>
<p><span class="prompt"><kbd>cat <em>arquivo</em> | tr -s a</kbd></span></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Filtros p/ processamento de texto em Linux &#8211; Parte 1</title>
		<link>http://brunotorres.net/filtros-texto-um</link>
		<comments>http://brunotorres.net/filtros-texto-um#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 01 Sep 2004 19:44:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[bash]]></category>
		<category><![CDATA[gnulinux]]></category>
		<category><![CDATA[linux]]></category>

		<guid isPermaLink="false"></guid>
		<description><![CDATA[Mais um artigo sobre um assunto já bem discutido mas que ainda causa muita confusão. Vamos aprender a processar streams de texto, usando ferramentas simples e muito úteis, disponíveis em qualquer distribuição linux O artigo será dividido em partes, pra não ficar extenso demais. A maioria dos arquivos com os quais precisamos lidar no linux [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um artigo sobre um assunto já bem discutido mas que ainda causa muita confusão.
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</script>
</div></div><!--<a name="post-content"></a>-->

<p>Vamos aprender a processar <em>streams</em> de texto, usando ferramentas simples e muito úteis, disponíveis em qualquer distribuição linux</p>
<p>O artigo será dividido em partes, pra não ficar extenso demais.</p>
<p>A maioria dos arquivos com os quais precisamos lidar no linux são de texto puro (text/plain). Arquivos de configuração e de logs,<br />
por exemplo. O linux &#8211; e também a maioria (senão todos) dos sistemas baseados em Unix &#8211; fornecem ferramentas para o processamento<br />
desse tipo de arquivos. Entenda também por arquivo, texto passado aos comandos por meio da entrada padrão (stdin), já que<br />
é assim que o shell o trata.</p>
<h3>As ferramentas</h3>
<p>As ferramentas usadas para manipulação de streams de texto no linux fazem parte de um pacote chamado <a href="http://www.gnu.org/software/textutils/textutils.html">GNU textutils</a>,<br />
que agora faz parte do pacote <a href="http://www.gnu.org/software/coreutils/">GNU coreutils</a>, com excessão do <em>xargs</em> que faz parte de <a href="http://www.gnu.org/software/findutils/findutils.html">findutils</a><br />
e do <a href="ftp://ftp.gnu.org/gnu/sed/">sed</a>, que faz parte de um pacote separado. As ferramentas que serão usadas neste texto são:</p>
<ul>
<li><a href="#cut">cut</a></li>
<li><a href="#fmt">fmt</a></li>
<li><a href="#head">head</a></li>
<li><a href="#join">join</a></li>
</ul>
<h3 id="cut">Cut</h3>
<p>Exibe na saída padrão (stdout), ou seja, no terminal, colunas ou campos de um ou mais arquivos. O arquivo original<br />
não é modificado. É útil quando se precisa de uma fatia vertical de um arquivo. O delimitador padrão é o <strong>tab</strong></p>
<p>Sintaxe:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>cut opções [arquivos]</kbd></span></p>
<p>Opções mais utilizadas:</p>
<dl>
<dt>-b <em>lista-bytes</em></dt>
<dd>Mostra apenas os <em>bytes</em> nas posições listadas em <em>lista-bytes</em>. Tabs e backspaces são tratados como qualquer outro caractere,<br />
  já que ocupam 1 <em>byte</em>.</dd>
<dt>-c <em>lista-caracteres</em></dt>
<dd>Mostra apenas os <em>caracteres</em> nas posições listadas em <em>lista-caracteres</em>. Por enquanto, seu efeito é idêntico ao de <em>-b</em>,<br />
  mas a internacionalização e o uso de caracteres <strong>unicode</strong> vai mudar isso, já que caracteres internacionais<br />
  podem ocupar mais de 1 <em>byte</em>, mas continuam sendo apenas 1 <em>caractere</em>.</dd>
<dt>-f <em>lista-campos</em></dt>
<dd>Mostra apenas os campos listados em <em>lista-campos</em>. O delimitador padrão para os campos é o caractere <strong>tab</strong>.</dd>
<dt>-d <em>delimitador</em></dt>
<dd>Deve ser usado em conjunto com a opção <em>-f</em>. Define o delimitador de campos.</dd>
<dt>-n</dt>
<dd>Não quebrar caracteres com mais de 1 <em>byte</em>. Esta opção não é usada no momento. Terá efeito apenas com a internacionalização.</dd>
</dl>
<p><em>lista-bytes</em>, <em>lista-caracteres</em> e <em>lista-campos</em> pode ser um número apenas, uma lista de números separada<br />
por vírgula ou um intervalo separado por hífem (-).</p>
<p>Exemplos do uso de <strong>cut</strong></p>
<p>Vamos usar como exemplo o arquivo /etc/passwd, que tem o formato:</p>
<p>root:x:0:0:root:/root:/bin/bash</p>
<p>bruno:x:100:100:bruno:/home/bruno:/bin/bash</p>
<p><span class="prompt"><kbd>cut -b2 /etc/passwd</kbd></span></p>
<p><span class="prompt">o</span></p>
<p><span class="prompt">r</span></p>
<p><span class="prompt"><kbd>cut -d: -f6 /etc/passwd</kbd></span></p>
<p><span class="prompt">/root</span></p>
<p><span class="prompt">/home/bruno</span></p>
<h3 id="fmt">Fmt</h3>
<p>Formata o texto em uma largura de, no máximo, um dado número de caracteres (75 por padrão). Se for informado mais de um arquivo, eles serão<br />
  concatenados na saída.</p>
<p>Sintaxe:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>fmt opções [arquivos]</kbd></span></p>
<p>Opções mais utilizadas:</p>
<dl>
<dt>-u</dt>
<dd>Usa espaçamento uniforme. Um espaço entre palavras e dois entre sentenças.</dd>
<dt>-w <em>largura</em></dt>
<dd>Define a <em>largura</em> para um número diferente do padrão, 75.</dd>
</dl>
<h3 id="head">Head</h3>
<p>Exibe as primeiras (10, por padrão) linhas de um arquivo. Se mais de um arquivo for informado, as primeiras linhas de cada<br />
um serão exibidas separadamente.</p>
<p>Sintaxe:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>head opções [arquivos]</kbd></span></p>
<p>Opções mais utilizadas:</p>
<dl>
<dt>-c <em>n</em></dt>
<dd>Exibe os primeiros <em>n</em> bytes de cada arquivo. Pode-se usar os sufixos <em>k</em> ou <em>m</em>, significando<br />
  <em>kilobytes</em> e <em>megabytes</em>, respectivamente.</dd>
<dt>-n</dt>
<dd>Exibe as primeiras <em>n</em> linhas de cada arquivo. O padrão é 10.</dd>
</dl>
<p>Exemplo:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>head -2 /etc/passwd /etc/protocols</kbd></span></p>
<p><span class="prompt">==&gt; /etc/passwd &lt;==</span></p>
<p><span class="prompt">root:x:0:0:root:/root:/bin/bash</span></p>
<p><span class="prompt">bruno:x:100:100:bruno:/home/bruno:/bin/bash</span></p>
<p><span class="prompt">==&gt; /etc/protocols &lt;==</span></p>
<p><span class="prompt">ip    0    IP</span></p>
<p><span class="prompt">icmp    1    ICMP</span></p>
<h3 id="join">Join</h3>
<p>Esse comando parece meio estranho, mas pode ser útil. Ele faz algo parecido com um join de tabelas em um banco de dados -<br />
de maneira simplista. Ele exibe uma linha para cada par de linhass de <em>arquivo1</em> e <em>arquivo2</em> que contenham campos<br />
idênticos para junção.</p>
<p>Sintaxe:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>join opções <em>arquivo1</em> <em>arquivo2</em></kbd></span></p>
<p>Opções:</p>
<dl>
<dt>-j1 <em>campo</em></dt>
<dd>Usar o <em>campo</em> de <em>arquivo1</em> como referência para a junção.</dd>
<dt>-j2 <em>campo</em></dt>
<dd>Usar o <em>campo</em> de <em>arquivo2</em> como referência para a junção.</dd>
<dt>-j <em>campo</em></dt>
<dd>Usar o mesmo <em>campo</em> de <em>arquivo1</em> e <em>arquivo2</em> como referência para a junção.</dd>
</dl>
<p>Exemplo:</p>
<p>Suponha o seguinte <em>arquivo1</em></p>
<pre>
1 linux
2 freebsd
3 macosx
4 ruindous
</pre>
<p>E o seguinte <em>arquivo2</em></p>
<pre>
1 2.6.8.1
2 5.3
3 10.4
4 XPSP2
</pre>
<p>Use o comando:</p>
<p><span class="prompt"><kbd>join -j1 arquivo1 arquivo2</kbd></span></p>
<p>Essa será a saída:</p>
<p><span class="prompt">1 linux 2.6.8.1</span></p>
<p><span class="prompt">2 freebsd 5.3</span></p>
<p><span class="prompt">3 macosx 10.4</span></p>
<p><span class="prompt">4 ruindous XPSP2</span></p>
<p>Mais no próximo artigo&#8230;</p>
<p><strong>[Nota]</strong>Este artigo foi baseado no livro <em><a href="http://www.amazon.com/exec/obidos/tg/detail/-/1565927486/qid=1094096026/sr=1-1/ref=sr_1_1/104-6589579-1037500?v=glance&amp;s=books">LPI Linux Certification in a Nutshell</a></em> &#8211; Editora <a href="http://www.oreilly.com/">O&#8217;Reilly</a> ISBN: 1-56592-746-6, tópico 1.3 objetivo 2 &ldquo;Process Text Streams Using Text-Processing Filters&rdquo; e nas info e manpages dos referidos comandos.</p>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://brunotorres.net/filtros-texto-dois" rel="bookmark" class="crp_title">Filtros p/ processamento de texto em linux &#8211; Parte 2</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/pipes-redirecionamentos" rel="bookmark" class="crp_title">Usando pipes e redirecionamentos no linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/module-init-tools" rel="bookmark" class="crp_title">module-init-tools</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/montar-ntfs-linux" rel="bookmark" class="crp_title">Como montar partições NTFS no linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/velox-linux" rel="bookmark" class="crp_title">Velox no Linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/links" rel="bookmark" class="crp_title">Entendendo os links e links simbólicos</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/compilar-kernel26" rel="bookmark" class="crp_title">Como compilar o kernel 2.6</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/compilar-programas" rel="bookmark" class="crp_title">Como compilar programas a partir do código fonte</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Entendendo os links e links simbólicos</title>
		<link>http://brunotorres.net/links</link>
		<comments>http://brunotorres.net/links#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 29 Aug 2004 16:58:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[bash]]></category>
		<category><![CDATA[gnulinux]]></category>
		<category><![CDATA[links]]></category>
		<category><![CDATA[linux]]></category>

		<guid isPermaLink="false"></guid>
		<description><![CDATA[Vejo ainda hoje muita gente com dúvidas em relação a links no linux. Vamos entender as diferenças entre links (hard links) e links simbólicos (symlinks) e as vantagens e desvantagens de cada um. O que são links Links são pseudo arquivos que apontam para um arquivo real. O conceito pode parecer um pouco estranho a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vejo ainda hoje muita gente com dúvidas em relação a links no linux.
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</div></div><!--<a name="post-content"></a>-->

<p>
Vamos entender as diferenças entre links (hard links) e links simbólicos (symlinks) e as vantagens e desvantagens de cada um.</p>
<h3>O que são links</h3>
<p>
Links são <em>pseudo arquivos</em> que apontam para um arquivo real.
</p>
<p>
O conceito pode parecer um pouco estranho a princípio, mas os links são muito úteis e são muito utilizados no linux.
</p>
<p>
Existem dois tipos de links, os links simbólicos e os hard links.
</p>
<dl>
<dt>Links simbólicos</dt>
<dd>Links simbólicos são pequenos arquivos que apontam para um outro arquivo no sistema de arquivos. Um link simbólico pode apontar para um arquivo em qualquer lugar, seja no próprio sistema de arquivos onde ele está localizado, seja em outro sistema de arquivos e, até mesmo em sistemas de arquivos remotos, como NFS, por exemplo. Podem tembém apontar para diretórios. Por ser um arquivo, um link simbólico ocupa espaço &#8211; pouco, é verdade &#8211; no sistema de arquivos.</dd>
<dd>Você pode ver se um arquivo é na verdade um link simbólico, dando um ls -l no diretório onde ele se encontra. Os links simbólicos contém um l ?  esquerda da lista de permissões e não contém permissões na verdade. As permissões do arquivo real são usadas. Se o arquivo real for apagado o link simbólico vira um &ldquo;link morto&rdquo; (dead link), ou seja, um link que aponta para um local que não existe.</dd>
<dd>O comando para a criação de um link simbólico é <br />
<span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>ln -s /caminho/arquivo/real link</kbd></dd>
<dt>Hard links</dt>
<dd>Hard links não são links na verdade. São apenas uma cópia de uma entrada do sistema de arquivos. As duas entradas contém nomes diferentes mas apontam para o mesmo local físico no disco (inode, no caso de sistemas de arquivos ext2 e ext3) compartilhando, portanto, além do mesmo conteúdo as mesmas permissões. Se o arquivo verdadeiro for apagado, o hard link continua apontando para o mesmo local físico sendo, portanto, acessível da mesma forma.</dd>
<dd>O problema dos hard links é que eles têm duas limitações importantes:</dd>
<dd>o arquivo e o hard link que aponta pra ele devem obrigatoriamente estar localizados no mesmo sistema de arquivos já que o hard link aponta para um endereço físico (inode) e não se pode garantir que estes endereços sejam únicos em vários sistemas de arquivos. Suponha, por exemplo, um arquivo localizado no inode 50 no sistema de arquivos hda3. Não se pode garantir que em outro sistema de arquivos, hda5 por exemplo, não haja um outro arquivo com número de inode 50.</dd>
<dd>A outra limitação é que um hard link não pode apontar para um diretório. Hard links não ocupam espaço no sistema de arquivos.</dd>
<dd>O comando para a criação de um hard link é <br />
<span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>ln /caminho/arquivo/real link</kbd></dd>
</dl>
<h3>Por que usar links</h3>
<p>
Um exemplo do uso de links são os scripts de inicialização do linux. Aqueles localizados em /etc/rc.d/rcx.d (1 &lt;= x &lt;=6).
</p>
<p>
Os arquivos contidos neste diretório são na verdade links simbólicos para os arquivos verdadeiros em /etc/rc.d/init.d/. Dessa forma, se for necessário fazer alguma alteração nestes scripts, elas serão feitas apenas nos arquivos em init.d e as mudanças teriam efeito em todos os links em rcx.d. Ou seja, uma alteração apenas tem efeito em diversos locais, economizando tempo e evitando inconsistências.
</p>
<p>
Exemplo:<br />
<span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>ls -l /etc/rc.d/rc5.d/*httpd*</kbd><br />
<span class="prompt">lrwxrwxrwx  1 root root Aug 20 0:00 S85httpd -> ../init.d/httpd</span>
</p>
<p>
O arquivo real é /etc/rc.d/init.d/httpd e /etc/rc.d/rc5.d/S85httpd é um link simbólico para ele.
</p>
<p>
Hard links não são tão comuns quanto links simbólicos, mas podem ser úteis quando se deseja ter a segurança de que se o arquivo original for apagado, o link continue sendo acessível.
</p>
<p><strong>[update]</strong>Como bem observou o nosso amigo Daniel Santana, tinha um erro no texto. Corrigido:<br />
&ldquo;O comando para a criação de um hard link <del>simbólico</del> é&rdquo;<br />
Desculpe a falha e obrigado pelo aviso!
</p>
<p>
<strong>[update 2]</strong>Outra boa observação em um comentário, dessa vez no <a href="http://br-linux.org">br-linux.org</a>.<br />
O leitor ldss observou que eu esqueci de explicar como visualizar um hard link. Aí vai:<br />
<span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>ls -li arquivo hardlink</kbd><br />
<span class="prompt">2153 rwxr&#8211;r&#8211; 1 bruno bruno Aug 30 14:59 arquivo</span><br />
<span class="prompt">2153 rwxr&#8211;r&#8211; 1 bruno bruno Aug 30 18:00 hardlink</span><br />
O que precisamos observar é o primeiro número, 2153, que é o número do inode. Perceba que esse número é igual para o arquivo e para o hardlink. Ok?</p>
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		</item>
		<item>
		<title>13 anos de linux e alguma história pra contar</title>
		<link>http://brunotorres.net/linux-treze-anos</link>
		<comments>http://brunotorres.net/linux-treze-anos#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Aug 2004 04:36:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[gnulinux]]></category>
		<category><![CDATA[linux]]></category>

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		<description><![CDATA[Mesmo estando um pouquinho atrasado, não poderia deixar de falar sobre o aniversário de 13 anos do linux, comemorado em 25 de agosto de 2004 (anteontem). Aproveito pra contar um pouco da minha história com o linux, que não tem tanto tempo assim, mas já rende algumas linhas&#8230; Há 13 anos, em 25 de agosto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo estando um pouquinho atrasado, não poderia deixar de falar sobre o aniversário de 13 anos do linux, comemorado em 25 de agosto de 2004 (anteontem). Aproveito pra contar um pouco da minha história com o linux, que não tem tanto tempo assim, mas já rende algumas linhas&#8230;<!--<a id="gotocontentlink" href="#post-content">Pular anncios</a>--><div class="adpostsearch">
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<p>Há 13 anos, em 25 de agosto de 1991, Linux Torvalds <a href="http://groups.google.com/groups?selm=1991Aug25.205708.9541%40klaava.Helsinki.FI">anunciava</a> no grupo <a href="http://groups.google.com/groups?hl=en&amp;lr=&amp;ie=UTF-8&amp;group=comp.os.minix">comp.os.minix</a> da USENET o início do desenvolvimento do linux.
</p>
<p>
Lendo a <a href="http://groups.google.com/groups?hl=en&amp;lr=&amp;ie=UTF-8&amp;c2coff=1&amp;threadm=1991Aug25.205708.9541%40klaava.Helsinki.FI&amp;rnum=1&amp;prev=/groups%3Fselm%3D1991Aug25.205708.9541%2540klaava.Helsinki.FI">mensagem</a> podemos ver que este era um projeto bem despretensioso. Linus disse que o sistema não seria portável e que provavelmente não iria suportar nada além de HDs AT.
</p>
<p>
Felizmente ele estava totalmente errado em suas previsões.
</p>
<p>
Hoje o linux está disponível para 16 arquiteturas, suporta uma boa quantidade de hardware e vem sendo um dos temas mais frequentes em discussões sobre tecnologia.
</p>
<p>
Tem sido até alvo de <a href="http://www.microsoft.com/windowsserversystem/facts/default.mspx">ataques</a> de uma certa empresa de Redmond (sem nomes, sem links) o que, de certa forma, mostra sua importância no mundo dos sistemas operacionais.
</p>
<p>
Bem, o linux tem 13 anos, mas minha história com ele é bem mais recente.
</p>
<p>
Há mais ou menos dois anos eu instalei minha primeira distribuição, um <a href="http://www.conectiva.com.br">conectiva Linux</a> 8.
</p>
<p>
Não foi a melhor das experiências no início, admito, mas eu gostava da maneira como aquele sistema me desafiava.
</p>
<p>
Entrei em fóruns, listas de discussão, li diversos how-tos e tutoriais e, pouco tempo depois já me sentia confortável.
</p>
<p>
Depois do conectiva 8, fui tentar algo um pouco mais “difícil” &#8211; um <a href="http://www.debian.org">debian GNU/Linux</a>. Foi aí que, definitivamente me apaixonei pelo linux.
</p>
<p>
Já testei diversas distribuições mas não consigo largar o debian.
</p>
<p>
Mas o mais importante nessa história toda é que o linux abriu campo para uma modalidade de desenvolvimento de software muito interessante &#8211; o Software Livre. Claro que software livre já existia antes do linux mas não era tão conhecido.
</p>
<p>
Hoje vemos software livres e open source desbancando seus concorrentes de código proprietário, como é o caso do <a href="http://httpd.apache.org/">apache</a>, que se tornou o servidor web mais utilizado no mundo, <a href="http://www.mozilla.org/">mozilla</a> e <a href="http://www.mozilla.org/products/firefox/">firefox</a> passando a frente do Internet Explorer &#8211; não em  número de usuários mas em tecnologia e recursos. Isso pra citar apenas três, mas existem vários.
</p>
<p>
Hoje em dia me vejo “<em>cercado de softwares livres e open source por todos os lados</em>” e isso me faz sentir muito bem pois sei que estou usando software de qualidade, feito com prazer e que um dia, quando eu tiver conhecimento suficiente, poderei ajudar a corrigir e melhorar.
</p>
<p>
Se você ainda não usa software livre e linux, não sabe o que está perdendo. Dê uma navegada pelos links abaixo e comece agora mesmo a fazer parte deste mundo maravilhoso!
</p>
<p>
Links interessantes:
</p>
<ul>
<li><a href="http://www.linux.org">Linux.org</a></li>
<li><a href="http://www.gnu.org">GNU.org</a></li>
<li><a href="http://sf.net">SourceForge</a> &#8211; o maior repositório de software livre do mundo</li>
<li><a href="http://www.debian.org">Debian</a> &#8211; minha distro preferida</li>
<li><a href="http://www.linuxiso.org">LinuxISO</a> &#8211; Imagens de CD das principais distros</li>
</ul>
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		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Instalação do Debian GNU/Linux</title>
		<link>http://brunotorres.net/instalar-debian</link>
		<comments>http://brunotorres.net/instalar-debian#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 May 2004 07:38:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[debian]]></category>
		<category><![CDATA[gnulinux]]></category>
		<category><![CDATA[installation]]></category>
		<category><![CDATA[linux]]></category>
		<category><![CDATA[woody]]></category>

		<guid isPermaLink="false"></guid>
		<description><![CDATA[Muitas pessoas acham a instalação do Debian difícil. Por isso vou apresentar aqui um passo-a-passo sobre ela, para tentar tornar esta tarefa um pouco mais fácil. Para esta instalação vou usar um CD do Debian GNU/Linux versão 3.0r0 woody. A instalação será feita em uma máquina virtual no VMWare Workstation 4.5.1 para Linux. Vou usar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Muitas pessoas acham a instalação do Debian difícil. Por isso vou apresentar aqui um passo-a-passo sobre ela, para tentar tornar esta tarefa um pouco mais fácil.<!--<a id="gotocontentlink" href="#post-content">Pular anncios</a>--><div class="adpostsearch">
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</div></div><!--<a name="post-content"></a>-->

<p>Para esta instalação vou usar um CD do <a class="normal" href="/distros/debian"><em>Debian GNU/Linux</em></a> versão 3.0r0 <em>woody</em>. A instalação será feita em uma máquina virtual no <a class="normal" href="http://www.vmware.com/products/desktop/ws_features.html">VMWare Workstation</a> 4.5.1 para Linux. Vou usar a máquina virtual por dois motivos: para poder acompanhar a instalação enquanto escrevo e para poder tirar alguns screenshots para ajudar nas explicações.
</p>
<h3 id="prepara">Preparação</h3>
<p>A primeira coisa que você precisa para instalar qualquer sistema operacional através de um CD é que sua máquina possa dar boot pelo CD. Praticamente qualquer PC fabricado nos últimos 5 anos tem essa possibilidade. Entre no setup (BIOS) da máquina e procure pelo menu &#8216;Advanced <acronym title="Basic Input Output System">BIOS</acronym> Features&#8217; e selecione o cdrom como &#8216;First Boot Device&#8217;. Salve a configuração, coloque o CD no drive e reinicie a máquina. A <acronym title="Basic Input Output System">BIOS</acronym> da sua máquina pode ter esta configuração em um outro lugar, mas em geral é assim.<br />
<br />Você precisa também de algum espaço livre no HD. Algo em torno de 2 GB é bem aceitável, mas 4 GB seria o ideal para não ter surpresas no futuro. Quando falo em espaço livre, me refiro a espaço não particionado ou uma partição que possa ser apagada.<br />
<br />O <em>Debian</em> tem 7 CDs, mas apenas o primeiro já basta para uma instalação básica. Os pacotes são organizados por ordem de popularidade, assim o primeiro CD contém os mais populares, o segundo pacotes menos populares que os do primeiro e assim por diante.</p>
<h3 id="boot">Boot e opções de kernel</h3>
<p>Após inicializar a máquina a partir do CD, você verá a <a class="normal" href="http://www.brunotorres.net/imagens/debian/tela_boot.gif">tela de boot</a> onde existe um prompt para você entrar a sua opção de kernel. Pressionando F3 você verá as opções que estão disponíveis. A opção que vamos usar é a <em>bf24</em>, que instala um <a class="normal" href="http://www.kernel.org">kernel</a> da versão 2.4.18. As outras opções são kernels da versão 2.2.x. Acredito que hoje não faça sentido instalar um sistema linux com esta versão de kernel.<br />
<br />Digite <kbd>bf24</kbd> e pressione &lt;Enter&gt;.</p>
<h3 id="inicio">Iniciando a instalação</h3>
<p>Após ter escolhido a sua opção o kernel será carregado e você será levado ?  tela de seleção de idiomas. Selecione português (precisava falar!?). Depois selecione seu tipo de teclado. Após isso, você verá o <a class="normal" href="http://www.brunotorres.net/imagens/debian/menu_principal.gif">Menu Principal de Instalação</a>. Vamos seguir a ordem.<br />
<br />Primeiro <em>Configurar o teclado</em>, que é mais ou menos uma repetição da escolha que já havíamos feito.</p>
<h3 id="particiona">Particionamento</h3>
<p>O próximo passo é o <a class="normal" href="http://www.brunotorres.net/imagens/debian/particionamento.gif">particionamento do HD</a>. A ferramenta usada para particionar o HD é o cfdisk, bem conhecido pelos usuários de linux, mas que pode ser um pouco complicado para os iniciantes.<br />
<br />Como já disse anteriormente, você precisa ter algum espaço não particionado no HD.<br />
<br />A utilização do cfdisk é simples. Use as setas de direção [para cima] e [para baixo] para se movimentar entre as partições ou espaço livre do HD e as setas [direita] e [esquerda] para navegar pelas as opções do menu da parte inferior. A tecla &lt;Enter&gt; seleciona a opção do menu que está marcada.<br />
<br />O que você precisa fazer é ir até o espaço vazio e selecionar a opção [New] para criar uma nova partição neste espaço. Não use o espaço total para a partição onde você irá instalar o linux. Deixe algum espaço (algo em torno de 500MB) para o swap.<br />
<br />Após ter criado as partições, vá até a que será usada como swap e selecione a opção [Type]. Esta opção serve para mudar o tipo de sistema de arquivos da partição. Digite 82, que é o código do tipo swap.<br />
<br />Após ter feito isso, selecione [Write] para escrever a tabela de partições no HD. ele vai perguntar se você tem certeza, diga <kbd>yes</kbd> e depois selecione a opção [Quit] para sair do particionador.<br />
<br />Explicações mais profundas sobre partições e esquemas de <a class="normal" href="/gnulinux/particionamento-disco">particionamento</a> estão fora do escopo deste artigo.</p>
<h3 id="inicpart">Inicializar e ativar as partições</h3>
<p>Seu disco já está particionado e agora você precisa inicializar estas partições.<br />
<br />Se você criou uma partição de swap (altamente recomendado), ela será a primeira a ser inicializada. O processo é simples. Selecione <em>Inicializar e ativar uma Partição Swap</em>, escolha se quer ou não verificar se há blocos defeituosos nesta partição e confirme.<br />
<br />O próximo passo é <em>Inicializar uma Partição Linux</em>, que é a partição onde seu <a class="normal" href="/distros/debian"><em>Debian</em></a> será efetivamente instalado.O processo é similar ao feito para o swap, com a diferença que você precisa escolher o <a class="normal" href="http://www.brunotorres.net/imagens/debian/filesystem.gif">sistema de arquivos</a> que será usado.<br />
<br />Você tem três opções: ext2, ext3 e reiserfs. Selecione o que lhe parecer mais conveniente. Eu prefiro o reiserFS. Novamente escolha se quer ou não checar o disco ?  procura de blocos defeituosos e confirme . Sua partição será formatada com o sistema de arquivos que você escolheu e será pedida mais uma confirmação. Confirme e pronto!</p>
<h3 id="kernelinst">Instalando o kernel e os módulos</h3>
<p>Esta parte é simples. Apenas dê um OK, dizendo que o kernel será instalado a partir de um CD do <a class="normal" href="/distros/debian"><em>Debian</em></a> . O kernel será instalado e você agora terá a opção de <em>Configurar os módulos dos controladores de dispositivos</em>. A ferramenta usada para isso é o modconf, um front-end do <a class="normal" href="/distros/debian"><em>Debian</em></a> para o modprobe. O que você precisa fazer é selecionar os módulos referentes aos dispositivos que você tem na sua máquina. Se você não entende disso ou não precisa carregar nenhum módulo adicional, simplesmente cancele.</p>
<h3 id="rede">Configurar a rede</h3>
<p>Se você tem uma placa de rede e o kernel do <a class="normal" href="/distros/debian"><em>Debian</em></a> tiver suporte ?  sua placa, você terá que configurar a rede. Placas de rede baseadas no chipset via-rhine não funcionam nesse kernel (pelo menos a que eu tinha não funcionava), mas a maioria das placas comuns são suportadas.<br />
<br />Escolha um nome para o host, o que lhe parecer mais agradável. Depois disso você terá que dizer se quer que sua rede seja configurada via <a class="normal" href="http://www.brunotorres.net/imagens/debian/DHCP.gif"><acronym title="Dynamic Host Configuration Protocol">DHCP</acronym></a>. Diga <em>Sim</em> se sua máquina estiver ligada a um servidor <acronym title="Dynamic Host Configuration Protocol">DHCP</acronym> ou a um modem ADSL que tenha essa função. Em caso negativo, selecione <em>Não</em> e escolha um IP e uma máscara de sub-rede para a sua placa de rede.</p>
<h3 id="sistbasico">Instalar o sistema básico</h3>
<p>Como o nome já diz, nesta parte o sistema básico será instalado. Isto é, os pacotes que são fundamentais para o funcionamento do <a class="normal" href="/distros/debian"><em>Debian</em></a> serão instalados. Você não precisa fazer muita coisa neste passo. Apenas selecione a <a class="normal" href="http://www.brunotorres.net/imagens/debian/midia.gif">mídia de instalação</a> (no nosso caso, o cdrom) e confirme quando for perguntado se o sistema pode ser montado no diretório /instmnt (pode ser qualquer um, mas vamos seguir o padrão).<br />
<br />Após a instalação desses pacotes, seu <a class="normal" href="/distros/debian"><em>Debian</em></a> está praticamente pronto para ser &#8216;inicializado&#8217; a partir do HD.</p>
<h3 id="lilo">Fazer o sistema Inicializável</h3>
<p>Esta parte cuida da instalação do <acronym title="LInux LOader">LILO</acronym>, o gerenciador de boot mais popular do linux. Você deverá escolher entre instalar o <acronym title="LInux LOader">LILO</acronym> na <acronym title="Master Boot Record">MBR</acronym> ou na partição onde o <a class="normal" href="/distros/debian"><em>Debian</em></a> está instalado.<br />
<br />Geralmente a melhor opção é instalá-lo na <acronym title="Master Boot Record">MBR</acronym>, a não ser que você tenha planos de usar algum outro gerenciador de boot, que irá carregar o <acronym title="LInux LOader">LILO</acronym> que estará na sua partição de instalação (se você pretende usar o <acronym title="GRand Unified Bootloader">GRUB</acronym> mais tarde, não precisa instalar na partição, pode instalar na <acronym title="Master Boot Record">MBR</acronym>, pois o <acronym title="GRand Unified Bootloader">GRUB</acronym> substituirá o LILO).<br />
<br />Se você não tem certeza, siga o conselho do <a class="normal" href="/distros/debian"><em>Debian</em></a> e instale na <acronym title="Master Boot Record">MBR</acronym>.<br />
<br />No caso de você já ter outro sistema operacional instalado, o instalador vai te perguntar se você quer incluí-lo no menu de inicialização ou incluir apenas o linux. Deixe-o colocar todos no menu, assim se alguma coisa der errado você poderá iniciar a máquina a partir do outro SO.</p>
<h3 id="disquete">Criar um disquete de boot e reiniciar</h3>
<p>Se você, por algum motivo, ainda precisa usar disquete para dar boot na sua máquina ou quiser ter um disco de boot por segurança, selecione a opção <em>Criar um disquete de partida</em>. Se não, pode selecionar a opção <em>Reiniciar o sistema</em>.</p>
<h3 id="baseconfig">Configurando o sistema básico</h3>
<p>Após reiniciar a máquina e selecionar a entrada <em>Linux</em> no menu do <acronym title="LInux LOader">LILO</acronym>, você será apresentado ao base-config, o utilitário de configuração do sistema básico do <a class="normal" href="/distros/debian"><em>Debian</em></a>. Ele te fará perguntas básicas sobre a configuração (em inglês!). Vou mostrar as opções que eu uso normalmente. Se elas não forem ideais para você, sinta-se livre para escolher o que quiser. Se você não entende inglês ou não entende do que se trata as perguntas, pode seguir as minhas escolhas que provavelmente(!!) você não terá nenhum problema.<br />
<br />O relógio deve ser configurado para GMT? <em>Não</em><br />
<br />Seu continente. <em>America</em><br />
<br />Cidade correspondente ao seu fuso-horário. Para quem está no horário de Brasília, selecione <em>São Paulo</em>. Se você vive em outra região, selecione a opção mais próxima.<br />
<br />Deseja habilitar senhas com encriptação MD5? É uma boa idéia dizer <em>Sim</em> (duas vezes).<br />
<br />Agora escolha a senha para o usuário <em>root</em>. É muito importante escolher uma boa senha para root e não esquecê-la nunca. Você vai precisar dela para muita coisa, acredite. Digite a senha duas vezes e pronto.<br />
<br />Criar um usuário comum? É interessante criar um usuário comum aqui. Este usuário é o que será usado a maior parte do tempo. Escolha um bom nome, e uma senha para ele.<br />
<br />Deseja remover os pacotes PCMCIA? A não ser que você tenha um notebook e faça uso de cartões <acronym title="Personal Computer Memory Card International Association">PCMCIA</acronym>, é uma boa idéia remover esses pacotes, já que são desnecessário. Responda <em>Sim</em><br />
<br />Usar uma conexão <acronym title="Point to Point Protocol">PPP</acronym> para instalar o sistema? Como estamos instalando a partir de um CD, <em>Não</em>.<br />
<br />Neste ponto, seu CD será vasculhado ?  procura do índice de pacotes .deb e esse índice será incluido no banco de dados local de pacotes. Pode demorar algum tempo, dependendo da velocidade seu drive de CD.<br />
<br />Repita o processo para todos os CDs de instalação do <a class="normal" href="/distros/debian"><em>Debian</em></a> que você tiver.<br />
<br />Adicionar alguma outra fonte para o APT? <em>Não</em>.<br />
<br />Deseja usar os updates de segurança de security.debian.org? Como sua máquina provavelmente não está conectada ?  internet, responda <em>Não</em>.</p>
<h3 id="tasksel">Tasksel e Dselect</h3>
<p>O <a class="normal" href="http://www.brunotorres.net/imagens/debian/tasksel.gif">tasksel</a> e o dselect são ferramentas para instalação de pacotes. Eu geralmente não gosto de usá-los e deixo para instalar os pacotes adicionais via apt ou, melhor ainda, pelo aptitude. Mas, de qualquer maneira, vamos ver como funcionam.<br />
<br />O tasksel te permite selecionar metapacotes (pacotes que contém apenas dependências), que servem para instalar diversos outros pacotes.<br />
<br />Ao entrar no tasksel, você verá uma lista de &#8220;Tasks&#8221;, entre elas, x-window-system, pacotes de desenvolvimento (c e c++, python, etc), servidores de bancos de dados, web, etc.<br />
<br />Selecione as que forem convenientes e vá em [Finish], para sair do tasksel.<br />
<br />Agora vamos ao dselect.<br />
<br />O dselect é uma ferramenta de instalação de pacotes individuais. A primeira tela é um <a class="normal" href="http://www.brunotorres.net/imagens/debian/dselect1.gif">ajuda sobre o dselect</a>. Pressione a barra de espaços para sair desta tela.<br />
<br />Agora você está na tela de <a class="normal" href="http://www.brunotorres.net/imagens/debian/dselect2.gif">seleção de pacotes</a> propriamente dita. Os comandos são os seguintes.<br />
<br /><kbd>/</kbd> (barra) para procurar por um pacote. Apenas aperte a tecla / e digite o nome, ou parte do nome de um pacote.<br />
<br /><kbd>+</kbd> (mais) para selecionar um pacote para instalação. Sempre que você selecionar um pacote que tenha dependências, será mostrada uma tela de ajuda, como a do início. Pressione a barra de espaços. Depois aparecerá uma tela listando os pacotes que são requeridos e sugeridos para a instalação do referido pacote. Os pacotes requeridos devem ser marcados para instalação. Os sugeridos fica a seu critério instalar ou não. Pressione &lt;Enter&gt; para voltar ?  tela principal.<br />
<br /><kbd>-</kbd> (menos) para selecionar um pacote para remoção. Se houver dependências, acontecerá o mesmo que no caso da instalação.<br />
<br />Após selecionar os pacotes desejados, pressione &lt;Enter&gt; e você irá para esta <a class="normal" href="http://www.brunotorres.net/imagens/debian/confirma.gif">tela</a>. Apenas confirme, com um &lt;Enter&gt; e a instalação dos pacotes será iniciada.</p>
<h3 id="debconf">Debconf</h3>
<p>Sempre que um pacote precisar de alguma configuração adicional, entrará em ação o <a class="normal" href="http://www.brunotorres.net/imagens/debian/debconf.gif">debconf</a>, que é a ferramenta de configuração de pacotes do <a class="normal" href="/distros/debian"><em>Debian</em></a>.<br />
<br />Cada um deve escolher suas opções de acordo com o que deseja. É interessante responder <em>Yes</em> ?  pergunta <em>Add a MIME handler for application/*</em> na configuração do paginador less.<br />
<br />Após isso selecione o locale (local) padrão para o sistema. Use pt_BR-iso8859-1, que é o portugês do Brasil.<br />
<br />O restante das perguntas, responda da maneira que for mais conveniente. Aos poucos você vai se familiarizando com o debconf. Ele é muito útil e bastante simples.<br />
<br />Aúltima parte da instalação é a configuração do exim, o MTA (servidor de emails padrão do debian). Se você pretende usar o sendmail ou o postfix, simplesmente selecione a opção 5 e não configure o exim.<br />
<br />Se você quiser usar o exim apenas para entrega local de email, selecione 4. Caso queira usar o exim para receber e-mails e enviar e-mails através de um outro host, selecione a opção 2.</p>
<h3 id="final">Finalizando a instalação</h3>
<p>Após a instalação dos pacotes, será apresentada uma tela agadecendo por você ter escolhido o <a class="normal" href="/distros/debian"><em>Debian</em></a>.<br />
<br />Pressione &lt;Enter&gt; e você verá o prompt de login. Digite root e depois a senha de root que você escolheu durante a instalação.<br />
<br />Pronto, você está dentro do Debian GNU/Linux!<br />
<br />Não sabe o que fazer agora? Espere pelo próximo artigo, sobre a pós-instalação e configuração do Debian. Estará no ar em breve.<br />
<br />Por enquanto divirta-se como puder!!!!</p>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://brunotorres.net/compilar-kernel26" rel="bookmark" class="crp_title">Como compilar o kernel 2.6</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/driver-ati-linux" rel="bookmark" class="crp_title">Driver de vídeo da ATI &#8211; Instalação</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/velox-linux" rel="bookmark" class="crp_title">Velox no Linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/debian" rel="bookmark" class="crp_title">Debian GNU/Linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/slide-debian-sarge" rel="bookmark" class="crp_title">Instalação do debian sarge em slides</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/particionamento-disco" rel="bookmark" class="crp_title">Particionamento de disco</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/saiu-debian-sarge" rel="bookmark" class="crp_title">Saiu o Sarge, nova versão do Debian GNU/Linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/martin-michlmayr" rel="bookmark" class="crp_title">Martin Michlmayr &#8211; Líder do projeto Debian GNU/Linux</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Particionamento de disco</title>
		<link>http://brunotorres.net/particionamento-disco</link>
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		<pubDate>Thu, 27 May 2004 05:32:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[gnulinux]]></category>
		<category><![CDATA[linux]]></category>
		<category><![CDATA[windows]]></category>

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		<description><![CDATA[Para complementar o artigo sobre instalação do Debian, vamos ver aqui um pouco sobre particionamento de discos. Esse artigo servirá não só para a instalação do Debian, mas para qualquer outro sistema operacional. Quando você compra um HD, ele não vem preparado para receber dados. Para isso, ele precisa ser particionado. Ao contrário do que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para complementar o artigo sobre instalação do Debian, vamos ver aqui um pouco sobre particionamento de discos. Esse artigo servirá não só para a instalação do Debian, mas para qualquer outro sistema operacional.<!--<a id="gotocontentlink" href="#post-content">Pular anncios</a>--><div class="adpostsearch">
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<p>Quando você compra um HD, ele não vem preparado para receber dados. Para isso, ele precisa ser particionado. Ao contrário do que algumas pessoas pensam, não é necessário particionar o disco apenas quando se deseja ter mais de uma unidade em um disco só. Mesmo que você queira apenas uma, é necessário criar uma partição.</p>
<ul>
<li><a href="#oqueeh">O que é uma partição</a></li>
<li><a href="#tipos">Tipos de partição</a></li>
<li><a href="#winxlinux">Diferenças entre DOS/Windows e GNU/Linux</a></li>
<li><a href="#particionando">Particionando o disco</a></li>
</ul>
<h3 id="oqueeh">O que é uma partição</h3>
<p>Uma partição é um espaço do disco que se destina a receber um sistema de arquivos &#8211; ou, em um caso particular que veremos adiante, outras partições.<br />
Em sistemas DOS/Windows, cada partição recebe uma letra de unidade (C:, D:, etc). Em linux o esquema é diferente. As partições são nomeadas da seguinte forma: nome do dispositivo + número de partição.<br />
Assim, a primeira partição do primeiro disco IDE (/dev/hda) se chamará /dev/hda1, a segunda /dev/hda2 e assim por diante.<br />
Cada disco deve ter no mínimo uma e no máximo 16 partições.</p>
<h3 id="tipos">Tipos de partições</h3>
<p>Existem três tipos possíveis de partições: primária, estendida e lógica.</p>
<dl>
<dt id="primaria">Partições primárias</dt>
<dd>Este tipo de partição contém um sistema de arquivos. Em um disco deve haver no mínimo uma e no máximo quatro partições primárias. Se existirem quatro partições primárias, nenhuma outra partição poderá existir neste disco. As partições primárias são nomeadas da seguinte forma:
<ul>
<li>/dev/hda1</li>
<li>/dev/hda2</li>
<li>/dev/hda3</li>
<li>/dev/hda4</li>
</ul>
<p>Uma dessas partições deve estar marcada como <em>ativa</em>, ou seja, marcada como &#8216;bootável&#8217; para que a <acronym title="Basic Input Output System">BIOS</acronym> possa iniciar a máquina por ela.</dd>
<dt id="estendida">Partição estendida</dt>
<dd>Isso mesmo, no singular. Só pode haver uma partição estendida em cada disco. Uma partição estendida é um tipo especial de partição primária que não pode conter um sistema de arquivos. Ao invés disso, ela contém partições lógicas. Se existir uma partição estendida, ela toma o lugar de uma das partições primárias, podendo haver apenas três.<br />
<br />Se houver, por exemplo, três partições no disco, sendo duas primárias e uma estendida, o esquema de nomes ficará assim:
<ul>
<li>/dev/hda1 (Primária)</li>
<li>/dev/hda2 (Primária)</li>
<li>/dev/hda3 (Estendida)</li>
</ul>
</dd>
<dt id="logica">Partições lógicas</dt>
<dd>Também chamadas de unidades lógicas, as partições lógicas residem dentro da partição estendida. Podem haver de uma a 12 partições lógicas em um disco. As partições lógicas são numeradas de 5 até 16. Em um disco contendo duas partições primárias, a partição estendida e 3 partições lógicas, o esquema seria o seguinte:
<ul>
<li>/dev/hda1 (Primária)</li>
<li>/dev/hda2 (Primária)</li>
<li>/dev/hda3 (Estendida)</li>
<li>/dev/hda5 (Lógica)</li>
<li>/dev/hda6 (Lógica)</li>
<li>/dev/hda7 (Lógica)</li>
</ul>
<p>Note que, neste caso, não há uma partição nomeada como /dev/hda4, pois os numeros de 1 a 4 são reservados para partições primárias e para a partição estendida.</dd>
</dl>
<p>Perceba que, mesmo sendo 16 o numero máximo de partições em um disco, apenas 15 poderão receber sistemas de arquivos, já que uma delas será estendida.</p>
<h3 id="winxlinux">Diferenças entre DOS/Windows e GNU/Linux</h3>
<p>Em sistemas DOS/Windows, as partições serão enxergadas pelo sistema operacional como letras de unidade. As partições primárias e lógicas recebem, cada uma, uma letra de unidade iniciando com C (C:). A partição estendida não recebe uma letra de unidade já que não vai receber um sistema de arquivos e não vai ser usada para guardar dados e, por isso, não é acessível diretamente pelo usuário.
</p>
<p>No linux a coisa é bem diferente. O usuário é quem controla o local onde serão <em>montadas</em> as partições do seu disco. Isso pode parecer um tanto estranho para quem está acostumado com o esquema do Windows mas, se você parar pra pensar, faz bem mais sentido.
</p>
<p>Para efeito de exemplificação, vamos imaginar um disco IDE, com 6 partições. A primeira, primária, é onde está instalado o Windows, a segunda, também primária, é uma partição windows adicional. A terceira é a partição estendida, que contém três partições lógicas: uma onde será instalado o linux, a outra usada para swap e a terceira uma particão linux adicional para guardar dados do usuário.<br />
<br />Dessa maneira:</p>
<ul>
<li>/dev/hda1 (Primária &#8211; Windows &#8211; sistema)</li>
<li>/dev/hda2 (Primária &#8211; windows &#8211; adicional)</li>
<li>/dev/hda3 (Estendida)</li>
<li>/dev/hda5 (Lógica &#8211; Linux &#8211; sistema de arquivos raiz)</li>
<li>/dev/hda6 (Lógica &#8211; Linux &#8211; swap)</li>
<li>/dev/hda7 (Lógica &#8211; Linux &#8211; adicional)</li>
</ul>
<p>No windows nós poderiamos enxergar apenas duas destas partições, a primeira e a segunda &#8211; já que o windows não reconhece partições linux &#8211; e elas seriam apresentadas como as unidades C: e D:. Ao acessar ou gravar um arquivo no disco, você terá que saber em qual das duas unidades o arquivo deverá ficar.
</p>
<p>Já no linux você poderá enxergar todas as partições e poderá montar três delas (a estendida e a swap não podem ser montadas) no seu sistema de arquivos raiz (/). A situação seria mais ou menos a seguinte:
</p>
<p>A quarta partição, /dev/hda5 (lógica), que é onde o linux está instalado, será montada como o sistema de arquivos raiz (/), e dentro desse sistema de arquivos você irá criar <em>pontos de montagem</em>, que são diretórios vazios, destinados apenas para montar um outro sistema de arquivos. É interessante ressaltar que o diretório que será usado como <em>ponto de montagem</em> não precisa, obrigatoriamente, estar vazio, mas a partir do momento que uma partição for montada nele, seus arquivos serão escondidos e só voltarão a ser acessíveis quando ela for desmontada.</p>
<p>Usando este exemplo de particionamento, vamos criar três pontos de montagem:</p>
<ul>
<li>/mnt/win (onde será montada /dev/hda1, partição primária onde o windows está instalado)</li>
<li>/mnt/winad (para montar /dev/hda2, partição windows adicional)</li>
<li>/mnt/musicas (onde será montada /dev/hda7, partição linux adicional, neste caso usada para guardar músicas)</li>
</ul>
<p>A partição swap não pode ser montada, pois é um espaço usado pelo kernel para memória virtual e não com dados voláteis.<br />
Deste modo, ao invés de ter que se lembrar de letras de unidade, que não são nem um pouco descritivas, você poderá usar o nome que quiser e acessar todos os sistemas de arquivos como se fossem diretórios dentro do seu sistema de arquivos raiz.<br />
<br />Para aprender como montar partições windows no linux, leia o meu <a class="normal" href="/gnulinux/montar-ntfs-linux">artigo</a> sobre esse tema.</p>
<h3 id="particionando">Particionando o disco</h3>
<p>Agora vamos aprender como efetivamente particionar um disco.
</p>
<p>Ao particionar, você deve ter em mente 6 operações básicas: listar as partições existentes, criar uma nova partição, deletar uma partição, mudar o tipo de uma partição, marcar uma partição como ativa e gravar a tabela de partições no disco.
</p>
<p>Vejamos como fazer isso usando três ferramentas para linux: fdisk e cfdisk.</p>
<dl>
<dt id="fdisk">Fdisk</dt>
<dd>
<p>O fdisk é a ferramenta mais básica de particionamento. Existe uma ferramenta com o mesmo nome para DOS, não confunda os dois. Eles são bem diferentes. Eu não recomendo o uso do fdisk, a não ser que seja a única ferramenta disponível. Não que ele não seja uma boa ferramenta, mas porque nele é mais fácil cometer erros, e um erro em particionamento pode causar um desastre, como perda permanente de dados em disco.</p>
<p>O fdisk é uma ferramenta de linha de comando, que é usado de forma interativa, ou seja, espera por comandos do usuário. É usado da seguinte forma:</p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>fdisk [dispositivo]</kbd></p>
<p>onde [dispositivo] é o disco em questão, algo como /dev/hda.</p>
<p>Após digitar este comando, você entra no prompt do fdisk:</p>
<p>Command (m for help):</p>
<p>Os comandos que podem ser entrados nesse prompt são:</p>
<p><strong>a</strong> &#8211; marcar uma partição como ativa. Será perguntado o número da partição.</p>
<p><strong>d</strong> &#8211; deletar uma partição. Será perguntado o número da partição.</p>
<p><strong>l</strong> &#8211; lista os tipos conhecidos de sistemas de arquivos.</p>
<p><strong>m</strong> &#8211; mostra um pequeno help sobre os comandos.</p>
<p><strong>n</strong> &#8211; criar uma nova partição. Será perguntado o tipo de partição (primária, estendida ou lógica). Para partição primária será perguntado o número (1 a 4) e para lógicas será usado o primeiro número disponível. Depois será perguntado o número do cilindro inicial da partição. O próximo disponivel será oferecido. Depois o cilindro final. Você pode entrar com o numero do cilindro ou com o tamanho em MB, algo como +500M.</p>
<p><strong>p</strong> &#8211; mostra a tabela de partições existente na memória. Ela pode ser diferente da real, se houverem mudanças não salvas.</p>
<p><strong>q</strong> &#8211; Sai sem salvar as alterações.</p>
<p><strong>t</strong> &#8211; Muda o tipo de sistema de arquivos de uma partição. O número é um octal. Use a opção <strong>l</strong> para exibir as opções possíveis.<br /><strong>w</strong> &#8211; Gravar a tabela de partições no disco. Nenhuma mudança será salva até você dar este comando.</p>
</dd>
<dt id="cfdisk">Cfdisk</dt>
<dd>O cfdisk é um front-end para o fdisk, baseado em curses (interface texto com menus navegáveis).<br />
Nesta ferramenta você tem todas as opções que você tem no fdisk só que com uma interface mais agradável. Use as setas de direção [para cima] e [para baixo] para navegar pelas partições e as setas [direita] e [esquerda] para navegar entre as opções do menu.</dd>
</dl>
<p>Existem outras ferramentas para particionamento, mas o funcionamento é similar. Existem algumas como o QTParted que tem interface gráfica e tem uma operação bem mais simples.<br />
Se você entender os conceitos básicos sobre partições, a ferramenta usada não vai importar muito.<br />
<br />Como sempre, qualquer dúvida me mande um e-mail, para <a class="normal" href="mailto:&#098;&#114;&#117;&#110;&#111;&#064;&#098;&#114;&#117;&#110;&#111;&#116;&#111;&#114;&#114;&#101;&#115;&#046;&#110;&#101;&#116;">&#098;&#114;&#117;&#110;&#111;&#064;&#098;&#114;&#117;&#110;&#111;&#116;&#111;&#114;&#114;&#101;&#115;&#046;&#110;&#101;&#116;</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Driver de vídeo da ATI &#8211; Instalação</title>
		<link>http://brunotorres.net/driver-ati-linux</link>
		<comments>http://brunotorres.net/driver-ati-linux#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 May 2004 05:32:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[gnulinux]]></category>
		<category><![CDATA[linux]]></category>

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		<description><![CDATA[Neste artigo vou mostrar como instalar e configurar o driver de vídeo com aceleração 3D OpenGL para placas da ATI (Radeon e FireGL). O driver pode ser baixado (em formato rpm) na página de drivers da ATI. Selecione Linux -> Graphic Driver -> Escolha o seu modelo de placa. No caso da FireGL, selecione FireGL [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Neste artigo vou mostrar como instalar e configurar o driver de vídeo com aceleração 3D OpenGL para placas da ATI (Radeon e FireGL).<!--<a id="gotocontentlink" href="#post-content">Pular anncios</a>--><div class="adpostsearch">
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<p>O driver pode ser baixado (em formato rpm) na página de <a class="normal" href="http://www.ati.com/support/driver.html">drivers da ATI</a>. Selecione Linux -> Graphic Driver -> Escolha o seu modelo de placa. No caso da FireGL, selecione FireGL ao invés de Graphic Driver e escolha o seu modelo.</p>
<p>Ao que me parece, qualquer que seja a escolha, você é levado à  mesma página, com os mesmos arquivos. Essa escolha deve ser usada para estatísticas da própria <a class="normal" href="http://www.ati.com">ATI</a>, eu presumo.</p>
<p>Nesta página, baixe o driver de acordo com a versão do seu XFree86 (há um driver específico para cada versão). Se você não tiver certeza de qual versão do X você está usando, baixe o arquivo <a class="normal" href="http://http://www2.ati.com/drivers/linux/check.sh">check.sh</a> nesta mesma página e faça o seguinte:</p>
<p><span class="prompt">[user@host] $ </span><kbd>chmod +x check.sh</kbd></p>
<p><span class="prompt">[user@host] $ </span><kbd>./check.sh</kbd></p>
<p>Feito o download do arquivo &#8211; no formato rpm, como já mencionei &#8211; vamos à  instalação.</p>
<p>É importante ressaltar que, para que esse driver funcione de maneira correta, você não pode ter o driver radeon do kernel compilado dentro do kernel e sim como módulo.</p>
<p>Se a sua distribuição não usa o rpm como gerenciador de pacotes, você pode fazer uso do <a class="normal" href="http://kitenet.net/programs/alien/">alien</a> para convertê-lo para o formato desejado.</p>
<p>Para converter para deb (Formato de pacotes do debian), use</p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>alien --to-deb fglrx-4.x.0-3.7.6.i386.rpm</kbd></p>
<p>e para converter para tgz (formato de pacotes do slackware)</p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>alien --to-tgz fglrx-4.x.0-3.7.6.i386.rpm</kbd></p>
<p>Use o procedimento padrão para instalação de pacotes da sua distro para fazer a instalação:</p>
<p>No debian:</p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>dpkg --force-overwrite -i fglrx_4.x.0-4.7_i386.deb</kbd></p>
<p>No RedHat (ou qualquer outra distro baseada em rpm):</p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>rpm -ivh --force fglrx-4.x.0-3.7.6.i386.rpm</kbd></p>
<p>No slackware:</p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>installpkg fglrx-4.x.0.tgz</kbd></p>
<p>Não se esqueça de substituir o x pelo numero referente à  sua versão do X.</p>
<p>Note o &#8211;force-overwrite no dpkg e o &#8211;force no rpm. Usamos isso para evitar problemas de instalação do pacote, já que qle vai sobrescrever alguns arquivos do X.</p>
<p>Pelo que consta na documentação da ATI, após a instalação do pacote, podemos ir direto para a configuração do X mas, pelo menos no debian, eu precisei antes disso compilar o módulo fglrx, que é usado pela placa.</p>
<p>Para fazer isso, vá ao diretório /lib/modules/fglrx/build_mod</p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>cd /lib/modules/fglrx/build_mod</kbd></p>
<p>E rode o script make.sh</p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>chmod +x make.sh</kbd></p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>./make.sh</kbd></p>
<p>Após isso, volte ao diretório anterior</p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>cd ..</kbd></p>
<p>e rode o script make_install.sh</p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>chmod +x make_install.sh</kbd></p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>./make_install.sh</kbd></p>
<p>Agora podemos ir para a configuração do X com esse novo driver.</p>
<p>Obs: É possível que não funcione corretamente antes de reiniciar a máquina, isso por que provavelmente já existe um módulo de placa de vídeo (provavelmente radeon.o). Se não funcionar, apenas dê um reboot.</p>
<p>O utilitário de configuração se chama fglrxconfig e fica no diretório /usr/X11R6/bin. Antes de rodá-lo, faça uma cópia do seu arquivo de configuração do X, por segurança:</p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>cp /etc/X11/XF86Config /etc/X11/XF86Config.old</kbd></p>
<p>ou, no caso do debian</p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>cp /etc/X11/XF86Config-4 /etc/X11/XF86Config-4.old</kbd></p>
<p>Rode o utilitário de configuração:</p>
<p><span class="prompt">[root@host] # </span><kbd>/usr/X11R6/bin/fglrxconfig</kbd></p>
<p>Infelizmente este utilitário é em inglês. Mas, para aqueles que já usaram alguma vez o xf86config, vai parecer bem familiar.</p>
<p>Após rodá-lo, aparece uma página de apresentação, pressione &lt;Enter&gt;</p>
<ul>
<li>A primeira pergunta é sobre o mouse: selecione 1 para mouse serial ou 2 para PS/2.</li>
<li>A próxima é sobre o modelo do seu mouse. Escolha o seu.</li>
<li>Agora responda se deseja a emulação de mouse de 3 botões. Geralmente Y.</li>
<li>Na tela seguinte, diga qual o arquivo em /dev/ que é usado pelo seu mouse. /dev/mouse é a resposta correta na maioria dos casos, já que é um link para o arquivo correto. Se não for esse o seu caso, diga qual é a correta (/dev/psaux para mouses PS/2 e /dev/ttyS0 para mouses seriais são bons chutes, caso você não saiba o correto.</li>
<li>Na próxima tela, escolha o seu modelo de teclado. Não se preocupe muito com essa configuração, caso tenha um teclado ABNT2, pois ele não consta na lista. Selecione um qualquer e, mais a frente veremos como acertar isso.</li>
<li>O mesmo para o layout de teclado.</li>
<li>Quad Buffer Stereo. A não ser que saiba o que está fazendo, selecione N.</li>
<li>Deseja ativar a saída para TV? A escolha é sua. Eu nunca testei.</li>
<li>Na proxima tela selecione 1, a não ser que você vá usar mais de um monitor.</li>
<li>Agora vamos às configurações de monitor. Pressione &lt;Enter&gt;</li>
<li>Escolha a taxa de atualização horizontal em Hz (Hertz) do seu monitor. Uma dica: baseie-se na resolução que voce usa. Cuidado para não selecionar uma taxa de atualização maior que a máxima suportada pelo seu monitor.</li>
<li>Agora selecione a taxa de atualização vertical. A opção 3 é geralmente uma escolha segura.</li>
<li>Na próxima tela você vai indicar qual resolução vai usar no X. Selecione 1 e depois selecione o número referente à  resolução que você deseja. Após isso, selecione 2.</li>
<li>Você quer uma tela virtual maior que a resolução máxima da sua tela? Provavelmente não. Selecione N.</li>
<li>Nas duas próximas telas, selecione 1.</li>
<li>Quer inicialixar o xfree86-dga? Provavelmente sim. Selecione Y.</li>
<li>Deseja exportar os &#8220;pseudo color visuals&#8221;? Y.</li>
<li>Nas próximas telas, selecione Y, depois 1, N, N e novamente N.</li>
<li>Deseja usar o módulo agpgart externo (o nativo do kernel). Como o da ATI é mais interessante neste caso, selecione N. Se tiver algum problema, volte à  configuração e selecione Y.</li>
<li>Selecione Y na próxima tela e 0 na seguinte.</li>
<li>Se tudo correu bem, agora você está na tela final da configuração. Selecione Y para que o utilitário escreva o arquivo /etc/X11/XF86Config.</li>
</ul>
<p>Pronto, a configuração está completa. As minhas recomendações podem não ser as melhores para o seu caso. Estou apenas relatando as opções que funcionam melhor pra mim e para a maioria das pessoas que sei que usam esse driver. Sinta-se livre para configurar à  sua maneira e, por favor, não me culpe se não funcionar corretamente. Apenas estou tentando ajudar àqueles que por ventura não saibam inglês.</p>
<p>Bom, mas este utilitário tem alguns problemas e vamos agora resolvê-los editando manualmente o arquivo /etc/X11/XF86Config (ou XF86Config-4).</p>
<p>Abra esse arquivo, como root, no seu editor de textos preferido.</p>
<p>O primeiro problema é referente à  configuração do teclado, já que o layout brasileiro não consta na lista de layouts do fglrxconfig.</p>
<p>Procure pela sessão do teclado, onde está escrito Option &#8220;XkbRules&#8221;, em uma linha não comentada (linha comentadas são aquelas que começam com o caractere #). No meu arquivo é a linha 210.</p>
<p>Se você usa um teclado ABNT2, você vai deixar essa seção da seguinte forma:</p>
<p>
<pre>Option "XkbRules"   "xfree86"
Option "XkbModel"   "pc105"
Option "XkbLayout"  "br"
Option "XkbVariant" "abnt2"</pre>
</p>
<p>Se isso não funcionar pra você ou o seu teclado for diferente, talvez uma busca no <a class="normal" href="http://www.google.com/linux">Google Linux</a> ou em algum canal <acronym title="Internet Relay Chat">IRC</acronym> possa ajudar.</p>
<p>O segundo problema é quanto à  diretiva &#8220;BusID&#8221;.</p>
<p>Não sei ao certo porque, mas com esta diretiva, da forma que o utilitário de configuração coloca, o X não inicia. Simplesmente comente a linha que contém esta diretiva. No meu arquivo é a linha 489.</p>
<p>Ela vai estar mais ou menos assim:</p>
<p>
<pre>BusID "PCI:2:0:1"    # vendor=1002, device=496e</pre>
</p>
<p>e deve ficar assim:</p>
<p>
<pre># BusID "PCI:2:0:1"    # vendor=1002, device=496e</pre>
</p>
<p>Pronto. Salve o arquivo e &#8216;restarte&#8217; o X.</p>
<p>Como eu disse anteriormente pode ser necessário um &#8216;reboot&#8217;.</p>
<p>Bom, acho que é só isso.</p>
<p>Isto foi testado em minha máquina com uma placa de vídeo Radeon 9000 Pro, usando a distribuição Debian GNU/Linux, mas acredito que funcione  com qualquer placa da ATI e em qualquer distribuição.</p>
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		<item>
		<title>Debian GNU/Linux</title>
		<link>http://brunotorres.net/debian</link>
		<comments>http://brunotorres.net/debian#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 19 May 2004 05:10:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Torres</dc:creator>
				<category><![CDATA[debian]]></category>
		<category><![CDATA[distributions]]></category>
		<category><![CDATA[gnulinux]]></category>
		<category><![CDATA[linux]]></category>
		<category><![CDATA[sarge]]></category>
		<category><![CDATA[woody]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma pequena análise sobre o Debian GNU/Linux O que é o Debian? Público Alvo Particularidades Versões do Debian GNU/Linux Como Obter o Debian GNU/Linux Considerações finais Links interessantes sobre o Debian O que é o Debian? O Debian é um das distribuições mais respeitadas pela comunidade Linux. Desde a sua primeira versão, desenvolvida em meados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma pequena análise sobre o <em>Debian GNU/Linux</em><!--<a id="gotocontentlink" href="#post-content">Pular anncios</a>--><div class="adpostsearch">
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<ul>
<li><a href="#oquee">O que é o <em>Debian</em>?</a></li>
<li><a href="#publico">Público Alvo</a></li>
<li><a href="#particular">Particularidades</a></li>
<li><a href="#versoes">Versões do <em>Debian GNU/Linux</em></a></li>
<li><a href="#obter">Como Obter o <em>Debian GNU/Linux</em></a></li>
<li><a href="#considera">Considerações finais</a></li>
<li><a href="#debianlinks">Links interessantes sobre o <em>Debian</em></a></li>
</ul>
<h3 id="oquee">O que é o <em>Debian</em>?</h3>
<p>O Debian é um das distribuições mais respeitadas pela comunidade Linux. Desde a sua primeira versão, desenvolvida em meados de 1993 por lan Murdock,<br />
		 muitos desenvolvedores vêm ajudando com pequenas modificações ou novas aplicações ao sistema.</p>
<p>Atualmente o Debian conta com a contribuição de milhares de desenvolvedores ativos no mundo que contribuem em seu tempo livre.</p>
<p>Segundo especulações o Debian é uma das distribuições mais dificeis de instalar. Sua instalação é em modo texto.</p>
<p>O <em>Debian GNU/Linux</em> é uma distribuição totalmente baseada em software <a class="normal" href="http://www.debian.org/intro/free">livre</a><br />
		 e extremamente preocupada com a estabilidade. É composta do <a class="normal" href="http://www.kernel.org">kernel</a> Linux<br />
		 e mais de 8710 pacotes pré-compilados e empacotados (segundo o <a class="normal" href="http://www.debian.org">site do debian</a>)</p>
<h3 id="publico">Público Alvo</h3>
<p>Como já foi dito, o <em>Debian GNU/Linux</em> é uma distribuição extremamente preocupada com a estabilidade.<br />
		 <a class="normal" href="http://www.debian.org/security/">Segurança</a> também é uma preocupação constante do time do <em>Debian</em>,<br />
		 mantendo uma página com inúmeros <a class="normal" href="http://www.debian.org/security/#DSAS">alertas de segurança</a><br />
		 (DSAs) e um repositório com atualizações de <a class="normal" href="http://www.debian.org/security/">segurança</a> para o<br />
		 sistema.</p>
<p>Por isso, o <em>Debian GNU/Linux</em> é muito interessante para aplicações que requerem total estabilidade do sistema<br />
		 e um alto grau de segurança, como servidores &#8211; de arquivos, de e-mail, web, etc &#8211; e aplicações de missão crítica.</p>
<div class="topo"><a href="#debian" class="normal">Topo</a></div>
<h3 id="particular">Particularidades</h3>
<p>Particularidades não faltam ao <em>Debian GNU/Linux</em>.</p>
<p>Começando pela maneira como é distribuída. Existem, na verdade três distribuções <em>Debian</em>: a <a class="normal" href="#stable">stable</a>, a <a class="normal" href="#testing">testing</a><br />
		 e a <a class="normal" href="#unstable">unstable</a>. Mais a frente vamos entender como funciona isso.</p>
<p>Outra particularidade se refere ao formato dos pacotes (.deb) e o sistema de gerenciamento de pacotes (<a class="normal" href="http://www.debian.org/doc/manuals/apt-howto/index.en.html">apt</a>).<br />
		 Os pacotes .deb são instalados por um programa chamdo dpkg e o mais interessante é que, além dos arquivos<br />
		 referentes ao programa que é contido no pacote, contém também scripts que são executados na hora da instalação<br />
		 e desinstalação do pacote, por um utilitário chamado <a href="http://packages.debian.org/debconf" class="normal">debconf</a>.<br />
		 o debconf faz perguntas básicas sobre a configuração de determinado pacote em 6 eventos &#8211; antes, depois e durante a<br />
		 instalação (pre-install, install e post-install) e desinstalação (pre-remove, remove e post-remove). Assim<br />
		 o sistema é preparado para a instalação ou remoção de um pacote e as opções básicas de configuração do pacote<br />
		 são escolhidas pelo usuário em uma interface amigável e com um bom texto explicativo.</p>
<p>A arrumação dos diretórios no <em>Debian</em> também é um pouco diferente do usual e não segue ?  risca padrões<br />
		 como <a href="http://www.linuxbase.org/" class="normal">LSB</a> ou <a href="http://www.pathname.com/fhs/" class="normal">FHS</a>,<br />
		 pelo menos por enquanto.</p>
<p>Existem outras particularidades interessantes, como o <acronym title="Mail Transport Agent">MTA</acronym><br />
		 (Agente de Transporte de e-mail) padrão que não é o <a href="http://www.sendmail.org/" class="normal">sendmail</a><br />
		 ou <a href="http://www.postfix.org/" class="normal">postfix</a> e sim o <a href="http://www.exim.org/" class="normal">exim</a>,<br />
		 (mas os outros <acronym title="Mail Transport Agent">MTA</acronym>s estão igualmente disponíveis).<br />
		 A quantidade de pacotes do <em>Debian</em> também é notável, mais de 8710 pacotes e todos<br />
		 <a class="normal" href="http://www.debian.org/intro/free">livres</a> ou <a href="http://www.opensource.org" class="normal">open source</a>.</p>
<p>Para saber um pouco mais sobre o <em>Debian GNU/Linux</em>, visite alguns <a href="#debianlinks" class="normal">links interessantes sobre o <em>Debian</em></a></p>
<div class="topo"><a href="#debian" class="normal">Topo</a></div>
<h3 id="versoes">Versões do <em>Debian GNU/Linux</em></h3>
<p>O time de desenvolvedores do <em>Debian</em> mantém três versões do sistema operacional. Uma estável (<a class="normal" href="#stable">stable</a>),<br />
		 uma de testes (<a class="normal" href="#testing">testing</a>) e outra instável (<a class="normal" href="#unstable">unstable</a>). Vamos entender como funciona isso:</p>
<dl>
<dt id="stable"><a href="http://www.debian.org/releases/stable/">Stable</a></dt>
<dd>Esta é a distribuição que é oficialmente lançada e distribuída pelo <em>Debian</em>. Sua versão atual é<br />
		 				 a 3.0r2, de codinome <em>woody</em> e foi lançada em 21 de Novembro de 2003. Nela são colocados<br />
						 os pacotes que são considerados realmente <em>estáveis</em>, após rigorosos e exaustivos testes feitos pelo<br />
						 time de desenvolvedores e colaboradores do <em>Debian</em>. Por isso, são usados pacotes um tanto<br />
						 antigos (alguns bem antigos) e isso pode não ser interessante para usuários domésticos, mas é<br />
						 a melhor opção para servidores e aplicações onde a estabilidade é primordial.<br />
						 A <em>stable</em> é a versão que é lançada oficialmente pelo <em>Debian</em> e que tem suporte do<br />
						 time de segurança, ou seja, são lançadas constantemente <a class="normal" href="http://www.debian.org/security/">atualizações de segurança</a><br />
						 para os pacotes desta versão</dd>
<dt id="testing"><a href="http://www.debian.org/releases/testing/">Testing</a></dt>
<dd>Tirado da página do <em><a class="normal" href="http://www.debian.org">Debian</a></em>: <cite>A distribuição &ldquo;testing&rdquo; contém pacotes que não foram aceitos numa versão &ldquo;stable&rdquo; ainda,<br />
						mas eles já estão na fila para serem aceitos.</cite><br />
						Esta distribuição contém versões mais novas dos pacotes, mas que ainda não<br />
						foram completamente testados e não têm nenhum tipo de suporte oficial do time de segurança do <em>Debian</em>.<br />
						Seu codinome atual é <em>sarge</em> e será a próxima versão <em>estável</em> a ser lançada pelo<br />
						<em>Debian</em>.<br />
						A distribuição <em>testing</em> inicia como uma cópia da versão <em>estável</em> e novas versões<br />
						de pacotes são adicionadas após terem sido testadas e não terem nenhum bug crítico relatado.<br />
						Por isso ela é uma versão que tem uma certa estabilidade e é recomendada para aqueles que querem<br />
						um pouco de estabilidade (mas não total) e, ao mesmo tempo, pacotes mais novos.</dd>
<dt id="unstable"><a href="http://www.debian.org/releases/unstable/">Unstable</a></dt>
<dd>Esta é a versão do debian onde ocorre o desenvolvimento constante. Geralmente é usada pelos<br />
						próprios desenvolvedores e por pessoas que preferem ter as versões mais novas dos pacotes e<br />
						não estão muito preocupados com estabilidade ou segurança. Seu codinome atual é <em>sid</em> e,<br />
						ao contrário do que muitos pensam, não é um acrônimo para &ldquo;Still in Development&rdquo;.<br />
						Na maior parte do tempo, a versão <em>unstable</em> é até bem estável, mas podem ocorrer problemas<br />
						como pacotes que não podem ser instalados por causa de dependências não satisfeitas ou que instalam,<br />
						mas quebram inesperadamente. Use a <em>unstable</em> se você realmente souber o que está fazendo e<br />
						assuma os riscos!</dd>
</dl>
<div class="topo"><a href="#debian" class="normal">Topo</a></div>
<h3 id="obter">Como Obter o <em>Debian GNU/Linux</em></h3>
<p>Você pode obter o <em>Debian</em> de diversas maneiras:</p>
<dl>
<dt>Comprar os cds de algum <a href="http://www.debian.org/CD/vendors/#br">distribuidor</a></dt>
<dd>Existem diversas empresas e pessoas que vendem cds do <em>Debian</em>. O preço, em geral,<br />
						é muito baixo &#8211; algo em torno de R$10,00. É interessante comprar os cds pois assim você não<br />
						precisa utilizar sua conexão com a internet (na verdade, nem precisa ter uma), pode instalar<br />
						o <em>Debian</em> em mais de uma máquina e pode usar o cd para fazer uma recuperação do sistema,<br />
						caso seja necessário. No Brasil, os <a class="normal" href="http://www.debian.org/CD/vendors/#br">distribuidores</a><br />
						vendem apenas cds oficiais, da versão <a class="normal" href="#stable"><em>stable</em></a>. Alguns<br />
						<a class="normal" href="http://www.debian.org/CD/vendors/">distribuidores</a> de outros países vendem cds da<br />
						<a class="normal" href="#testing"><em>testing</em></a> e até mesmo da <a class="normal" href="#unstable">unstable</a>.<br />
						Mas nem sempre estas mídias funcionam da maneira correta.</dd>
<dt>Baixar os arquivos ISO da internet</dt>
<dd>Baixando os arquivos ISO, você vai ter todas as vantagens que teria comprando um cd, com a comodidade<br />
						de poder usar seu próprio gravador de CDs e conexão com a internet e não vai precisar esperar pelo envio<br />
						dos CDs. Você pode baixar os CDs do <em>Debian</em> de diversos <a href="http://www.debian.org/distrib/ftplist" class="normal">mirrors</a><br />
						pela internet.</dd>
<dt>Baixar apenas o sistema de instalação e instalar o resto via <a href="http://www.debian.org/distrib/netinst">Internet</a></dt>
<dd>Desta forma você pode usar sua conexão com a internet para baixar os pacotes enquanto instala o<br />
						sistema e pode baixar apenas aqueles pacotes que você vai efetivamente usar. Para nós brasileiros não é uma opção muito interessante porque a maior parte das pessoas usa<br />
						conexões dial-up de 56Kbps ou menos ou ADSL PPPoE, que necessitam de autenticação no provedor, o que requer<br />
						alguns programas já instalados.</dd>
<dt>Compra um computador com o <em>Debian</em> <a href="http://www.debian.org/distrib/pre-installed#br">pré-instalado</a></dt>
<dd>Obtendo o <em>Debian</em> desta forma, você não vai precisar instalá-lo, a distribuição vai estar<br />
						pré-configurada para o seu hardware e o fornecedor pode oferecer suporte técnico, o que<br />
						pode ser bem interessante</dd>
</dl>
<div class="topo"><a href="#debian" class="normal">Topo</a></div>
<h3 id="considera">Considerações finais</h3>
<p>Se você deseja ou necessita de estabilidade, considere o <em>Debian stable</em> como uma boa opção de<br />
		 distribuição.<br />
		 Se você vai usar o GNU/Linux em um computador desktop pessoal e tem uma conexão rápida com a internet,<br />
		 pode ser interessante instalar o <em>woody</em> e fazer um upgrade para <em>testing</em> ou <em>unstable</em>,<br />
		 sempre tendo em mente que não há nenhum tipo de suporte oficial de segurança, mas você pode encontrar muita<br />
		 ajuda sobre o debian em diversos <a href="#links" class="normal">sites</a> e e canais<br />
		 <acronym title="Internet Relay Chat">IRC</acronym> como o <a class="normal" href="irc://irc.freenode.net/#debian-br">#debian-br</a><br />
		 da rede <a class="normal" href="irc://irc.freenode.net">FreeNode</a>.<br />
		 Não poderia deixar de dizer que <em>Debian unstable</em> é a distribuição que eu uso na minha máquina pessoal,<br />
		 não querendo fazer nenhum tipo de propaganda, mas essa informação pode interessar a alguém. Como eu já disse,<br />
		 escolha a sua distribuição a partir das suas experiências.<br />
		 O objetivo deste texto foi simplesmente dar uma visão geral sobre o <em>Debian GNU/Linux</em>. Não<br />
		 é nem tem a pretensão de ser um documento completo ou definitivo sobre esta fascinante distribuição.</p>
<div class="topo"><a href="#debian" class="normal">Topo</a></div>
<h3 id="debianlinks">Links interessantes sobre o <em>Debian</em></h3>
<p>Existem muitos sites onde pode ser encontrado todo tipo de informação sobre o debian. Aqui vão alguns dos<br />
		 que eu conheço:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.debian.org">página oficial do <em>Debian</em></a></li>
<li><a href="http://www.debianplanet.org/"><em>Debian</em> Planet</a></li>
<li><a href="http://debian-br.cipsga.org.br/">Projeto <em>Debian</em> Brasil</a></li>
<li><a href="http://www.debian-ce.org/"><em>Debian</em>-CE</a></li>
<li><a href="http://debian-br.alioth.debian.org/">Debian-BR</a></li>
<li><a href="http://rautu.cipsga.org.br/">Sistema Rau-Tu <em>Debian</em>-br</a></li>
</ul>
<div class="topo"><a href="#debian" class="normal">Topo</a></div>
<p>Boa parte do texto da seção <a href="#oquee" class="normal">O que é o <em>Debian?</em></a> é contribuição<br />
		 de William Rocha Lima, do <a href="http://www.linuxit.com.br" class="normal">LinuxIT</a>.</p>
<div id="crp_related"><h3>Leia também:</h3><ul><li><a href="http://brunotorres.net/saiu-debian-sarge" rel="bookmark" class="crp_title">Saiu o Sarge, nova versão do Debian GNU/Linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/slide-debian-sarge" rel="bookmark" class="crp_title">Instalação do debian sarge em slides</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/instalar-programas-no-linux-e-mais-facil-que-no-windows" rel="bookmark" class="crp_title">Instalar programas no Linux é mais fácil que no windows</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/martin-michlmayr" rel="bookmark" class="crp_title">Martin Michlmayr &#8211; Líder do projeto Debian GNU/Linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/instalar-debian" rel="bookmark" class="crp_title">Instalação do Debian GNU/Linux</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/linux-treze-anos" rel="bookmark" class="crp_title">13 anos de linux e alguma história pra contar</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/driver-ati-linux" rel="bookmark" class="crp_title">Driver de vídeo da ATI &#8211; Instalação</a></li><li><a href="http://brunotorres.net/planos-de-migracao-namorando-o-ubuntu" rel="bookmark" class="crp_title">Planos de migração: namorando o Ubuntu</a></li></ul></div>]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://brunotorres.net/debian/feed</wfw:commentRss>
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		</item>
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