Por que no Brasil as empresas de tecnologia e afins não querem pagar pra conseguir um bom funcionário?
Lá fora tem dado muito certo. Job boards financiadas pelas empresas estão pipocando pra tudo que é lado. Pensando agora, rapidinho, me vem à mente a do Joel Spolsky, 37 Signals, Vitamin e Problogger [pelo jeito, está fora do ar]. Todas elas com um grande número de vagas anunciadas, excelente rotatividade e, ao que parece, ótimos resultados para empregadores e empregados.
O Joel Spolsky, quando lançou o seu painel de vagas, fez um post detalhando o que ele pensa desse tipo de sistema. Para ele, um excelente funcionário não tem preço. E mais, um cara realmente bom não fica por aí jogando currículos em sites de empregos e, ainda mais, pagando para ter seu currículo publicado. Esse cara, se não está empregado, é porque não quer e, além disso, por ser tão bom, pode escolher onde quer trabalhar e fica a cargo da empresa tentar seduzí-lo para contratá-lo.
Acho que isso é verdade. Porém, não aqui no Brasil. A primeira iniciativa do tipo, o painel de vagas do Carreira Solo, está lá, jogado às moscas, sem nenhuma vaga anunciada. E não é por falta de esforço ou de mérito do Mauro Amaral ou de seu parceiro na empreitada, Cris Dias.
O Carreira Solo tem entre seus leitores alguns dos melhores profissionais das áreas listadas no painel de vagas, design, jornalismo, TI, etc. Sempre que o Mauro anuncia uma vaga para alguém, em forma de post, muito provavelmente de graça, essa vaga é preenchida por um profissional de qualidade. Quem já usou o Carreira Solo como espaço de publicidade para vagas se deu bem e recebeu currículos de qualidade muito superior aos que receberia caso usasse um desses bancos de currículos financiados pelos pobres desempregados, desesperados em busca de qualquer vaga que seja.
Só que o Mauro viu nisso uma oportunidade. Se ele postava vagas na camaradagem e sempre entregava bons resultados, por que não cobrar pelo serviço? Tá precisando de um cara bom, meu amigo? Então me dá 150 pratas aí que eu arrumo pra você. Nada mais justo, concordam?
Mas parece que as empresas não concordam. Querem só a camaradagem. Como dizem no popular, só querem venha a nós, vosso reino porra nenhuma…
Por que vocês acham que isso acontece por aqui? Por que um profissional de qualidade, no Brasil, não vale nem 150 pratas? O faz com que empreitadas como a do Mauro e do Cris não dêem o mesmo resultado que as iniciativas dos gringos? Gostaria de saber…
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Bruno, parece que todos só querem o almoço grátis (ou a “um Real”).
Parece ser mais fácil apertar o coitado que precisa de uma vaga. Uma pena que estes e outros projetos de web brasileiros não tenham investidores interessados.