Photosynth – espaços 3D navegáveis baseados em coleções de fotos
Acabei de assistir o vídeo feito pelo Scoble com Gary Flake, engenheiro da microsoft responsável pelo Photosynth, uma aplicação sensacional, que cria um espeço tridimensional navegável baseado na análise de similaridade e relação entre diversas fotos tiradas de um mesmo local.
A tecnologia é realmente impressionante. E as possíveis aplicações para a tecnologia são inúmeras.
Se você quiser conferir, há um demo online em que se pode ter um gostinho do poder da ferramenta. Infelizmente funciona apenas no IE6 ou IE7 e é necessário baixar um componente ActiveX de mais ou menos 4MB. Mas, restrições à parte, vale muito a pena conferir.
Pelo que Gary Flake diz no vídeo, a aplicação usa duas tecnologias, uma delas vinda de uma empresa chamada Seadragon comprada pela microsoft em janeiro (a página diz que a aquisição foi em fevereiro, mas no vídeo o cara diz que foi em janeiro, mas acho que isso não importa tanto assim), que é uma aplicação cliente-servidor que cuida da interface e da maneira como os dados trafegam pela rede e como o usuário pode interagir com a aplicação (na verdade, faz muito mais que isso). A outra parte é a que faz a análise das fotos e consegue encontrar similaridades e continuidades entre diversas fotos e foi desenvolvida pela microsoft em parceria com a universidade de Washington.
Ainda não é possível subir suas próprias fotos para o Photosynth, mas o demo traz quatro coleções onde é possível ver que o lance é realmente promissor.
Acho bem provável que essa aplicação seja de fato tão impressionante apenas com fotos de altíssima qualidade e em grande quantidade. Segundo Flake, uma coleção de 200 fotos consome de 8 a 10 horas de CPU para ser processada, o que realmente torna proibitivo o o uso da ferramenta por qualquer um que queira usar suas próprias fotos.
O que sei é que fiquei muito bem impressionado com o Photosynth. Não é todo dia que vemos a MS lançando produtos assim, tão fucking cool.
Imagine o exemplo dado por Flake, um grande museu. Milhares de fotos, todos os ambientes, cada uma das peças fotografada com detalhes, fotos contidas em fotos. Isso tornaria possível visitar, por exemplo, o Louvre, sem sair de casa e com a possibilidade de visualizar detalhes de cada obra, quem sabe até mensagens ocultas nos quadros de um certo pintor italiano…
Acho que ainda vamos ouvir muito falar do Photosynth. O projeto tem apenas sete meses de vida e já é sensacional. Vejamos o que o futuro nos reserva…
Se você não tem uma máquina com windows, não está afim de abrir o IE ou, simplesmente, tem nojo de componentes ActiveX de 4MB, veja o vídeo sobre o Photosynth no youtube ou assista a entrevista feita pelo Scoble com o Gary Flake, no ScobleShow (infelizmente, apenas em formato quicktime).
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Atitude típica da Microsoft barrar navegadores que não sejam da microsoft…