Lojas Americanas: ofertas, história. Tudo sobre as Lojas Americanas

Breve história das Lojas Americanas

O ano do início da Grande Depressão (o período histórico onde o mundo entrou numa das maiores crises econômicas já conhecidas) foi o ano da fundação das Lojas Americanas S. A. (LASA).

Em 1929, quatro ex-diretores da loja Woolworth em Nova Iorque pegaram um navio em direção a Buenos Aires, Argentina. John Lee, Glen Matson, James Marshall e Batson Borger queriam adaptar o modelo de negócio bem sucedido da companhia norte-americana, as lojas de varejo chamadas Five and Dime Store, na América do Sul. Nestas lojas todos os produtos vendidos custavam cinco ou dez centavos de dólar (a moeda de 10 cents é apelidada de “dime” nos EUA).

No navio, o quarteto americano conheceu os brasileiros Aquino Sales e Max Landesman. Ambos os convenceram a conhecer o Rio de Janeiro e explorar as possibilidades de negócio na então capital da República brasileira. Quando viram o potencial de mercado, baseado em lojas caras e focadas em nichos específicos e funcionários públicos e militares com renda estável mas baixa, decidiram abrir sua “Five and Dime Store” no Brasil.
A primeira Lojas Americanas foi inaugurada em Niterói (RJ) e alcançou o esperado sucesso entre o público. Tanto que já no primeiro ano foram abertas mais três filiais: duas no Rio e uma em São Paulo. O segredo do sucesso era uma novidade à época: a negociação direta entre o fornecedor e o varejista.

Em 1940 as Lojas Americanas tornaram-se uma empresa de capital aberto, colocando suas ações na Bolsa de Valores – o chamado IPO [Initial Public Offering, ou oferta (de ações) pública inicial]. Em 1982 o banco de investimentos Garantia adquiriu o controle acionário da empresa por R$ 20 milhões.

Os anos 1990 foram especialmente turbulentos para a rede Lojas Americanas. Houve uma queda de faturamento e lucratividade no início da década. A estratégia usada para mudar este estado de coisas foi consolidar uma joint-venture com o gigante estadunidense Wal-Mart em 1994, ano em que a estabilização monetária brasileira foi conseguida graças ao Plano Real.

O início das operações da joint-venture deu-se em 1995, com as Lojas Americanas tendo 40% das ações da união. Infelizmente os modelos de gestão conflitantes dos dois grupos resultaram em constantes perdas de lucros. Em 1997 o grupo LASA vendeu ao Wal Mart a parte que lhe cabia no negócio, pondo fim à união. Os hipermercados foram vendidos ao grupo Comptoirs Modernes, um dos braços do grupo Carrefour.
Todos esses percalços foram utilizados como aprendizado. Hoje a Lojas Americanas é uma das maiores redes de varejo brasileira. A rede cresce 10% por ano, em média, desde o início dos anos 2000, voltando a fazer, em uma escala maior, o que preconizavam os 4 fundadores: vender os melhores produtos com os melhores preços.

www.americanas.com – o site das Lojas Americanas

Pode-se dizer que o início da incursão da LASA (Lojas Americanas S. A.) no mundo do e-commerce foi em meados da década de 1990, quando foram investidos cerca de R$ 35 milhões em uma estrutura de TI (tecnologia da informação) de primeira grandeza.
Apesar de compartilhar o mesmo nome de sua irmã física, o controle operacional da Americanas.com é independente, com aportes financeiros captados dos bancos de investimento JP Morgan Partners, Chase Capital Partners, The Flatiron Fund, AIG Capital Partners, Next International, Mercosul Internet S/A e Global Bridges Venture. Quando as ações do site foram negociadas publicamente na Bolsa de Valores – foi em 2000 a data da IPO (Primeira Oferta Pública de Ações) – um terço delas ficou nas mãos do grupo dos bancos mencionados, 40 por cento permaneceu com a LASA e o restante com os executivos da Americanas.com.

O site Americanas.com foi fundado em Setembro de 1999 e faturou seu primeiro pedido no mês de Novembro do mesmo ano. Um dos pontos focais da empresa é a excelência logística. No início o prazo máximo de entrega era de 5 dias no Brasil, sendo que em São Paulo e no Rio de Janeiro esse prazo não durava dois dias. Hoje, graças centros de distribuição bem localizados e compartilhados com a co-irmã física – em SP, RJ e PE – o prazo máximo de entrega em todo o território nacional é de 48 horas.

O pioneirismo nas formas de pagamento também marcou a história da Americanas.com. Apesar de ter entrado no mar revolto do e-commerce tardiamente, foi o primeiro sítio de varejo da grande rede que desenvolveu um sistema de cobrança de cartão de crédito on line. Em 2003 a Americanas.com tornou-se a líder em vendas da Internet.

Dando continuidade aos planos de expansão, em 2005 a Americanas.com adquire 99% do capital da TV Sky Shop S.A., dona do site e do canal de TV Shoptime, fincando pé na liderança do comércio virtual. Mas foi em 2006 que aconteceu uma das maiores fusões virtuais: após ter sido cortejada pela gigante estadunidense Amazon, o site Submarino, sítio pioneiro em vendas pela internet, foi incorporado pela Americanas.com. Juntos, Americanas, Submarino e Shoptime formaram a companhia B2W (Business to World).

A Americanas.com conta com uma carta de clientes virtuais estimada em cerca de 10 milhões e comercializa mais de 300 mil produtos: CD’s e DVD’s, Livros, Cine e Foto, Cama, Mesa e Banho, Guloseimas, Brinquedos, Telefonia Fixa e Móvel, Eletodomésticos, Eletropórtáteis, Informática (hardware e software), Beleza e Saúde, Esporte e Lazer, Utilidades Domésticas, Moda e Acessórios e Relógios e Presentes.

Conselho de diretores: Miguel Gomes Pereira Sarmento Gutierrez, Anna Christina Ramos Saicali, José Timotheo de Barros.
A Americanas.com tem participação de 11% na receita bruta das Lojas Americanas.
O serviço de monitoramento e aceleração do conteúdo é feito em conjunto pela Exceda e Site Seeing.

Sobre o site americanas.com

URL: http://www.americanas.com/
Cores predominantes: branco e vermelho
Cor de fundo: branco
Fonte principal: Arial

Detalhes:

  • Logo pequeno, na posição clássica — no header, à esquerda
  • Funciona tanto como www.americanas.com quanto americanas.com
  • Links para cadastro, pedidos e atendimento no topo, centralizados
  • Campo de busca relativamente pequeno, centralizado no header. Possibilidade de buscar em categorias específicas
  • A busca não funciona muito bem, é quase impossível achar o que quer, principalmente se necessitar de filtros mais específicos
  • Telefone para tele-vendas logo abaixo do campo de busca
  • Categorias principais (departamentos) em forma de menu de abas na parte final do header
  • Departamentos e subcategorias em menu na barra lateral esquerda (praticamente igual em todos os maiores sites de e-commerce do Brasil)
  • Espaço muito grande no centro, expandindo até a direita, para banners e promoções
  • Produtos em destaque na parte central da área principal do site
  • Barra lateral direita utilizada para promoções (clássico também)

O site das lojas Americanas existe desde 1999 e é hoje o segundo maior site de e-commerce do Brasil, superado apenas pelo submarino, que faz parte do mesmo grupo, a B2W.

O site funciona a contento no que tange ao processo de compra. Cadastro, colocar produtos no carrinho, checkout, pagamento, tudo isso é muito bem resolvido, embora não totalmente simplificado. Segue bastante o padrão do e-commerce brasileiro em geral, nada que seja digno de destaque extra.

O maior problema do site, com certeza, é o sistema de busca, que decepciona sempre. Achar algo mais específico no site das americanas é quase impossível. Experimente buscar por um tipo de produto mais uma marca e veja que o sistema trará produtos não só desta mais de diversas outras marcas também. Um problema que precisa ser resolvido o quanto antes, na minha opinião.

No fim das contas, mesmo com os problemas, americanas.com é ainda um dos melhores sites para se comprar produtos em geral no Brasil. A entrega é eficiente e o site é seguro, portanto, eu recomendo e uso sempre que necessário.

Lojas Americanas em números e dados diversos

As Lojas Americanas tem até o presente momento 483 lojas físicas: 389 no Sudeste, 51 no Sul, 65 no Nordeste, 37 no Centro-Oeste e 11 no Norte e pretende inaugurar mais 50 lojas até o final de 2010.

A rede conta com três grandes Centros de Distribuição localizados estrategicamente em Nova Iguaçu (RJ), Barueri (SP) e Recife (PE).
Coerente com seu perfil de “loja de descontos”, os produtos comercializados nas Lojas Americanas são: vestuário e lingerie, produtos de cama, mesa e banho, eletroeletrônicos de pequeno porte, brinquedos, CD’s, DVD’s, bombonière (chocolates, doces e correlatos), puericultura, entre outros.

As lojas físicas tem três modelos: o chamado modelo tradicional, com área de vendas de 1500 m² em média, com 60.000 itens à venda; o Americanas Express, lojas menores (cerca de 400 m²) com 15.000 itens e adaptados ao perfil do consumidor local; e o mais recente, o Americanas Blockbuster, resultado de uma bem sucedida negociação de exclusividade de gerenciamento da franquia de locadoras estadunidense Blockbuster com a LASA, com o mesmo espaço físico das lojas Express, sendo que 20% deste espaço é dedicado à locação de vídeos.

Conselho administrativo: Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto da Veiga Sicupira.
Chairman e CEO: Carlos Alberto da Veiga Sicupira.
Faturamento de 2009: R$ 8.335 bilhões (alta de 19,5% em relação a 2008).
Lucro líquido de 2009: R$ 152 milhões (alta de 69,8% em relação a 2008).
Crescimento em 2009: 11%.

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