Livros de papel vs. Kindle vs. futuros formatos de eBooks

eBooks vs. livros de papel. Esse é um tema que eu gosto bastante de discutir. Vira e mexe jogo algo sobre isso no twitter, principalmente depois de ter instalado o Kindle no meu celular, e achado a melhor invenção desde a picanha na brasa com capa de gordura.

O tema divide opiniões. Alguns — não poucos, surpreendentemente — defendem o papel pelo seu suposto “charme”, algo que eu definitivamente ainda não consegui entender. Charme é isso aqui, por exemplo, ou talvez isso. Me mostre um livro que esteja á altura desse charme (dessa vez sem aspas, claro) eu eu me rendo ao argumento. Mas, não vamos nos perder. Qual era o assunto mesmo?

Ah, sim, ok. Livros de papel. Sim, eu gostei por muito tempo de livros de papel. Era a única opção viável, e eu gosto de ler, portanto não tinha muito pra onde correr. Mas com a chegada do Kindle, e a disponibilização de uma quantidade razoável de livros para ele, as coisas começara a mudar na minha cabeça.

Comecei a olhar feio pra pilha de livros que tenho aqui em casa. E olha que nem tenho tantos livros assim. No máximo algumas poucas dezenas. Mas mesmo assim eles tomam mais espaço que qualquer outra coisa na casa.

Olivia Wilde

Isso é charme. Entenderam?

Minha vontade é doar todos esses livros para uma biblioteca ou algo assim e recomprar todos em formato digital. Infelizmente isso não é possível atualmente, já que praticamente todos esses livros são basileiros (ou traduzidos para o português) e as editoras brasileiras nos fazem o favor de publicar eBooks em um formato alienígena para os melhores e mais populares leitores do mercado. Mas esse é outro assunto, deixemos pra outro dia.

O fato é que acho eBooks algo realmente revolucionário. Você pode achar que estou exagerando, mas, sinceramente, não estou. Vou contar minha breve história com os eBooks pra você entender porque o termo revolucionário está bem aplicado nesse contexto.

Primeiro, nunca gostei dos eBooks clássicos, em PDF ou naquele formato de help em HTML do windows. Ler no computador não é legal. Ponto. Portanto passei anos e anos acumulando uma quantidade considerável de eBooks nos meus HDs, mas nunca consegui lê-los efetivamente.

Com a chegada do Kindle, e-ink e tudo mais, comecei a achar a coisa interessante. Mas o preço era proibitivo. Fui deixando pra depois. Então a Amazon fez algo que achei muito inteligente: transformou o kindle em um software disponível em diversas plataformas. Mas eu ainda não tinha nenhum dispositivo das plataformas disponíveis, a não ser o computador, que não era, como já disse, uma opção viável pra mim.

Em maio desse ano, a Amazon anunciou o Kindle para Android. “This summer” — dizia o release — aconteceria o lançamento. Em junho passei a entrar todo dia no Android Market e buscar por “Kindle”. Até que apareceu o tão esperado resultado. Instalei o bicho, e, sinceramente, minha vida mudou.

Digo sem o menor receio de estar ao menos minimamente errado: O kindle é o melhor e mais útil aplicativo que já instalei no meu celular, desde que eu comprei meu primeiro celular em que eu podia instalar aplicativos.

Por quê? Porque gosto de ler. Gosto demais de ler. Mas livros de papel, como já disse, tem se tornado uma chateação. O kindle pra Android está sempre comigo, no meu bolso. Qualquer tempinho livre, poucos minutos que sejam, é motivo pra sacar o celular, abrir o Kindle e começar a ler. Li em menos de dois meses 7 livros no celular. Alguns deles bem densos, alguns de negócios, outros de ficção. E em nenhum deles me senti mal servido pela aplicação.

Instalei o Kindle também no iPad, mas o iPad é desajeitado para ler, não é tão bom quanto o celular. Não consigo ler no iPad deitado na cama enquanto minha mulher recosta a cabeça no meu peito. O celular praticamente foi feito pra isso.

Hoje estou correndo o sério risco de ter que declarar bancarrota se continuar comprando livros na kindle store na frequencia atual. E estou planejando comprar ainda esse ano o Kindle, o dispositivo, o que deve piorar ainda mais essa situação. Me sinto como uma criança na kindle store, algo que não acontece, por exemplo, com a app store, da Apple.

Resumindo a história toda, sou kindle biatch. Tenho uma relação com o kindle tão forte quanto a que os apple fanboys tem com macs, iPhones, iPods e iPads. Eu tenho mac e iPad, mas nunca consegui ter com eles a mesma relação que tenho tido com o kindle. Mas, continuemos o assunto.

eBooks atuais vs. formatos futuros, mais “ricos”

Além da “briga” entre livros de papel e livros digitais, tem outro assunto que divide opiniões dentro do contexto: eBooks devem ser representações fiéis dos livros de papel, com o mesmo conteúdo, no mesmo formato, ou devem ser algo mais para justificar o uso da nova mídia?

Esses dias tive uma pequena discussão sobre isso com o Eduardo Spohr, autor de A Batalha do Apocalipse, livro que faz bastante sucesso entre os nerds e, mais recentemente, tem figurado em listas de mais vendidos por aí afora.

Perguntei ao Eduardo quando eu poderia ler seu livro no Kindle. Para minha surpresa ele me respondeu que não acha que deva ainda publicar em formato digital, porque acha que é ainda algo meio tosco.

Continuando a conversa, ele disse que acha que livros digitais devem ter algo a mais que livros de papel. Devem ter interação, imagens, vídeos, áudio, etc.

Normalmente eu apenas ignoraria a opinião do sujeito que me falasse isso, mas não dá pra ignorar quando vem de alguém muito mais inteligente que eu e, principalmente, alguém que está no mercado editorial, e entende mais desse mercado do que eu jamais vou entender.

Mas o fato é que eu discordo completamente do argumento do Eduardo. Não poderia discordar mais. Por isso acho que vale a pena falar sobre o assunto com um pouco de calma.

Eu sou um forte defensor do formato atual dos livros. Do conteúdo dos livros, digo. Acho que não se deve simplesmente assumir que, se é digital, deve ser conectado, interativo, multimídia. Por um simples motivo: toda essa parafernália tem um imenso potencial para estragar a história de um livro. Explico.

Muitas vezes prefiro ler um livro do que assistir um filme ou documentário sobre o mesmo assunto. O livro tem o poder de exercitar dois aspectos do meu intelecto que são extremamente importantes: imaginação e criatividade.

Agora, você pode dizer que A Origem aguçou sua imaginação, ou que De Volta para o Futuro ajudou a formar seu espírito criativo. E eu acredito. Mas não é a mesma coisa.

Eu não entendo o suficiente sobre a mente humana para explicar cientificamente qual a diferença entre um livro e uma obra audiovisual no que tange a estimular a criatividade e imaginação de uma pessoa, mas posso dizer por experiência própria, que não é a mesma coisa. Se alguém souber explicar (ou me desmentir), sinta-se a vontade.

O ponto é que o fato de o livro deixar o audiovisual de fora é justamente o que o torna mais interessante. Toda lacuna deixada pelo autor é uma chance de você, leitor, completar a história á sua maneira. A história, depois que você leu, passa a ser sua. A sua versão daquela história pode ser bastante diferente da minha, que pode ser completamente diferente da versão idealizada pelo autor. E essa é, na minha opinião, a beleza de um livro.

(Claro que isso se aplica provavelmente apenas a ficção. Em outros tipos de livros o cenário pode ser diferente, e sobre eles não tenho ainda uma opinião formada, por isso não vou discutir. Discutam vocês, por favor.)

Eu geralmente não me importo com a visão original do autor sobre sua própria obra. Sinceramente prefiro nem saber. Se ele tem uma personagem, e omite uma informação, por exemplo, a cor do cabelo, eu posso — ou melhor, tenho o direito — de imaginá-la morena se essa for a minha vontade. E a beleza disso é que se eu reler o livro daqui a dez anos, quando posso ter uma visão completamente diferente do mundo e meus gostos podem ter mudado consideravelmente, essa personagem pode passar a ser ruiva. É um direito meu ter essa liberdade. Um livro digital interativo e rico em detalhes audiovisuais estragaria essa experiência de uma maneira terrível. Eu não quero isso.

Se Dom Casmurro tivesse sido lançado como um livro digital com algo a mais que apenas texto, talvez não houvesse a discussão — que perdura por mais de século — sobre a (in)fidelidade de Capitu. A imagem e o som deixam poucas dúvidas, pouca chance para sua imaginação e criatividade entrarem em campo.

Por isso, em geral, prefiro não assistir filmes baseados em livros de que gostei muito. Não assisti Blindness porque Ensaio sobre a Cegueira foi um livro que conseguiu me fazer criar uma visão tão vívida dos cenários e personagens, que com certeza a visão do diretor estragaria para sempre a experiência.

O Gollum, pra citar mais um exemplo, que eu criei na minha cabeça ao ler O Hobbit e O Senhor dos Anéis era muito mais interessante do que aquele criado pelo Peter Jackson, por mais sensacional que tenha sido o trabalho do diretor.

Mas não acho que devamos ter uma visão simplista e dicotômica do assunto. Há, com certeza, espaço para livros digitais apenas com conteúdo textual, assim como para livros mais interativos e ricos em recursos audiovisuais. Só digo que defendo com todas as minhas forças a existência do primeiro tipo. Não quero viver em um mundo em que toda a criação e imaginação sejam delegadas a um editor, ou mesmo ao autor de uma obra. Não quero que me tirem o direito de imaginar as histórias como bem entender. Não quero perder a propriedade sobre a minha versão das histórias que leio.

Talvez deva haver uma graduação dos recursos extras de livros digitais. Para crianças, livros mais “ricos”; para adultos, livros mais espartanos. Ou talvez deva haver a opção de habilitar ou não os recursos extras.

Não tenho a resposta. Mas gostaria de discutir mais sobre o assunto. O que você tem a dizer? De que lado você está? Tem alguma idéia diferente sobre o assunto? Sou todo ouvidos.

20 Comentários sobre “Livros de papel vs. Kindle vs. futuros formatos de eBooks”

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#1 | Mario Felipe Rinaldi

bom, e-books no próprio nome já diz: livro! 🙂 e como um livro deve se comportar…. deve ser fácil de ler, levar por aí, e etc. mas interatividade é sempre bem vinda! eu imagino o SdA com mapa á um clique de distancia enquanto eu leio, ou a arvore genealogica, ou a explicação de um nome…. mas cores, animações e pirotecnia, não obrigado… se quiser isso eu vejo filmes 🙂 ou revistas virtuais em flash! (que acho horriveis!)

ps: soprando o pó do blog??? 🙂


Infelizmente, pelo aumento no número de analfabetos funcionais e pelo crescente desinteresse dessa geração por cultura de verdade, acho que nós é que estamos do lado errado da equação. A partir do momento em que sejam viáveis tecnologicamente para atingir as massas, “livros multimídia” que exijam pouco esforço intelectual” se tornarão uma tendência. É como vejo, e não gosto disso.

[]s


Quando a TV chegou, era o fim do rádio. Não foi.
Mas aí veio a internet, era o fim da TV. Não foi.
Chegou o Kindle, é o fim dos livros de papel. (…)

Resumindo, eu acho que não dá pra comparar dois tipos de mídia diferentes só por trazerem o mesmo conteúdo. São dois tipos de experiências distintas. O futuro do Kindle e semelhantes é incerto…pode ser que logo você tenha que conviver com uma realidade diferente dentro da experiência. Por exemplo: isso ainda vai ser um prato cheio pra publicidade. Em breve a cada 5 página você será obrigado a ver um anúncio de “increase your penis” ou “Baixe músicas da Lady Gaga” e vai implorar por um livro comum, não invasivo. (fui longe, mas é uma possibilidade)

Mas como o Mário citou, essa nova geração tem a vantagem da interatividade e tecnologia. Esse é, pra mim, o royal straight flush do Kindle em relação aos livros de papel.

Acabei de pegar um celular com Android, vou testar o aplicativo e volto aqui pra dar minha opinião sobre ele também.

Abs


#4 | Bruno Torres

Adriano, sobre os livros no kindle serem um prato cheio pra anúncios eu não concordo. Simplesmente porque pago US$12 por cada livro, em média, praticamente o mesmo preço de livros de papel, com certeza com uma margem de lucro gigante.
Pode ser que lancem livros gratuitos ou muito baratos com publicidade, mas eu sempre vou preferir pagar os US$12…


@Mario, discordo. Realmente, e-books = livros, mas isso não obrigatoriamente quer dizer devam ser praticamente iguais.

Voltando ao ponto. Interatividade não é um luxo de livros digitais. Mesmo livros de papel possuem interatividade com o leitor a muito tempo. Exemplo: livros infantis com páginas em alto relevo; outros com montagens que se desvendam ao abrir páginas; pular de um capítulo a outro de acordo com a escolha imposta ao leitor, criando um final ou um enredo diferente.

Acho que esse ponto pode e deve ser aproveitado pelos recursos de e-books. Acharia um desperdício termos esse avanço apenas pela comodidade de não produzir mais em papel. Por isso, acho que o mais sensato eh o que o Bruno colocou, de habilitar ou nao os recursos de acordo com o gosto do leitor. A proposito, interatividade eh dar liberdade ao leitor.

Ah sim, para mim, livros impressos possuem um certo charme, assim como os velhos discos de vinil e cd’s possuem seu charme, pela música, a arte e o acabamento aplicado. Mas esse charme, é algo muito particular. 🙂


Falando sobre o charme dos livros de papel, ele deriva dos sentidos. O tato, o toque da mão no papel, em uma cada em relevo, o virar das páginas. A visão, que é diferente, mesmo que o livro virtual imite o papel hoje. O olfato, de sentir o cheiro de tinta de um livro novo, ou o cheiro dos anos de um livro amarelado. Fora que, por mais prático que um livro eletrônico seja, ele perde e muito em praticidade quando de trata de ler vários livros ao mesmo tempo, manter meia-dúzia de livros ao alcance, comparando trechos, consultando todos juntos. Mas acho que o pior é a atemporalidade. Livros virtuais não envelhecem, não passam de mão em mão ao longo dos anos, não são dados de presente, nem herdados. Tenho uma edição de As Viagens de Gulliver herdada de minha avó, e uma de Os Três Mosqueteiros herdada de meu avô. Deixar um arquivo digital para meus filhos e netos nunca dará a eles a mesma sensação que eu tenho com esses livros de papel.


Eu gosto dos livros digitais por que gosto de estudar na internet, mais não acho que esses E-books vão desistimular outras leituras nas novas gerações!


Eu sou totalmente a favor de livros no formato eBook, apesar dos dispositivos (Kindle, iPad, etc) estarem com um preço meio caro, acredito que os mesmos vão baratear.
Uma vantagem muito grande nos eBooks é você localizar algo especifico dentro do livro, algum texto ou assunto, você da um localizar e vai diretamento ao ponto. rsrsrs
Além do que, com um equipamento deste, você pode ter diversos livros em uma área super compacta. Enquanto estes eBook readers não baixarem o preço, vamos lendo os livros convencionais.


Acredito nesse futuro sim mas, a civilização se tornou tão complicada, que ficou dependente de computadores, que se uma criança descobrir o calcanhar de Aquiles com um só palito para o motor.
Por isso ainda acredito nas reservas em papel!

http://www.trsnegocios.com.br – Imóveis
http://www.colomboiluminacao.com.br – Luminárias
http://www.elograf.com.br – Gráfica


Bruno,

Sou um daqueles que gosta de criar livros, só que no meu caso infantis.

Gostaria muito de ter um leitor de e-books na minha mão, mas (no meu caso) é mais como “ferramenta de teste e desenvolvimento” como apenas meio de leitura – e é aí que vem o meu questionamento.

Sei que estão fazendo e-books com “tinta colorida”, tem o Ipad e tudo mais, mas no caso de livros infantis, HOJE eu acho complicado escrever algo para tal dispositivo (será que as crianças irão se interessar por ilustrações em PB?). Exceto por esse fato, vejo muitas possibilidades no e-book, mas sem perder essa experiência de leitura que você citou.

Por não dependermos mais de um suporte estático, um e-book mais rico permitiria -na minha visão de autor- deixar o livro aberto para a história ser conduzida pelos leitores (como nos antigos livros jogos). Eu acharia muito fantástico poder criar algo que fosse literalmente único para cada pessoa.

Claro que não sei como operacionalizar isso, mas que seria maravilhoso poder guiar um pouco o rumo da estória enquanto ela acontece… ah! isso sim eu quero e muito!

Hoje o e-book está começando a tomar corpo e, assim como a internet no começo de carreira, precisamos aprender a trabalhar direito com esse novo recurso.

Um super abraço,

tio .faso


Gostei da discussão, ótimo blog!!


Caramba, li até o fim porque estava realmente bom (:
Realmente o livro é uma viagem, tem livros muito bons que eu consigo imaginar a cena certinha na minha cabeça, as vezes os personagens vão mudando ao decorrer da história, por exemplo, numa certa parte da história o personagem que eu imaginava velho já tem outra cara pra mim, na verdade é novo, e ai as coisas vão fazendo sentido… e é como meu profº disse, o filme traz pronto, o que uma pessoa que lê consegue fazer sozinha.
Claro que tem filmes muito bons, acho que um não substitui o outro, até porque com filme, vc não deixa de usar a sua opinião e interpretar a história como vc quiser. Você pode ver de vários ângulos, e alguns filmes, você decide como será o final etc.
Nossa tem um livro, o primeiro que eu li por vontade própria, se chama Até o mais amargo fim, consegui imaginar bem os personagens a história, tudo, ai quando eu vi a capa na internet, a menina era um pouco diferente … depois minha mente meio que se “acostumou” com aquela imagem e fez encaixar o personagem nela… rsrs mas eu gosto de ler sem nenhuma interferência por exemplo, não gosto de ler aquele resuminho no final do livro,por que tem uns livros que simplesmente contam toda a história ai perde toda a graça… eu gosto de ter a surpresa enquanto estou lendo… enfim livro é muito bom… ler no computador cansa o olho… no celular não sei como é porque nunca li… acredito que a tecnologia possa tanto ajudar por exemplo, vc ta lendo um livro, vamos supor de ação, ai vc escuta uma música que tem tudo a ver com o momento, pode deixar mais emocionante e empolgante a leitura… mas também é meio que uma maneira de influenciar a hora que você tem que rir, ou se emocionar etc, isso acontece o todo tempo em filmes, a música triste ta sempre no momento em que o diretor acha que deve ter um ar triste, mas não necessariamente é o momento que te comove, por isso que muita gente fala, “nossa eu sou a única que não chorei nessa cena?” hahah… cada um tem uma percepção e sensibilidade, eu acho que imagens são muito bem vindas em livros infantis, por que por exemplo, meu sobrinho quando lê um gibi mesmo com as imagens prontinhas lá, ele se diverte, lê rindo, fazendo gestos, é como se a imagem fosse a base pra te dar uma situada, e ele fosse imaginando toda a cena a partir dali… é interessante também!
Bom, concluindo… acho que essa opção de poder ler no celular é bem legal, pois como você disse traz a praticidade, você ler em qualquer lugar, qualquer tempinho livre, e quanto ao charme, acredito que as pessoas se referem ao objeto mesmo rsrs tipo, é diferente voce ir ao teatro, do que assistir ao espetáculo pelo computador, ou pela tv, é diferente você estar lá ouvir o show, do que ver sentado no sofá vendo pela tv, é diferente você pegar um livro, ler página por página do que ler pelo pc, ler pelo pc além de desconfortável pra mim, é como se eu estivesse lendo uma notícia, ou sei lá um post. Além de livros darem o ar de intelectual kkkkkk… talvez essa última seja o real significado do “charme”. Bom… de qualquer maneira… adoro cheiro de livro velho rsrsrs e gostaria de ser desenhista, e desenhar capas de livros é uma boa opção, espero que não seja extinta 😛
Meu comentário ficou muito grande hehe, vou parando por aqui… adorei seu blog… eu tinha vindo só pra ler um post sobre links amigáveis, mas resolvi conhecer o blog e é muito interessante (:
Beijos!


Na minha opinião, ninguém bate o iPad, pois não é só um eBook reader, tem outras funções (maravilhosas, diga-se de passagem) que o Kindle nem sonha em ter.


Não tenho dúvidas de que os tablets vão vingar e que o livro em papel vai sumir do mercado. Vai ser como os discos de vinil. Serão fabricados somente para os saudosistas. Para aqueles que insistem que o som do vinil é melhor do que o do cd. Só que acho que o Kindle aindá não é o cara, digo, o aparelho. Virão coisas bem mais interessantes por aí. Não entendo por que esse tipo de gadget ainda não se sofisticou. Os caras estão lançando alguns produtos bem burrinhos e outros muito caros, como é o caso do Ipad. A dica é não comprar, ainda.


#15 | Chin

E-books são bons, mas eu acredito ebooks não pode substituir os livros, na minha opinião, eles têm seu próprio lugar, só precisamos usar o formato que nos beneficia a mais.

Graças
-Chin


Ainda não gosto de ler livros sem ser em papel, acho que os e-readers ainda precisam se desenvolver um pouco mais.

Mas concordo, não quero pegar um clássico, ou um best-seller atual, e que tenha um bando de firulas. Não sei porque pensam que haja a necessidade para tanto. Clicar no personagem para saber qual o background? O que de bom traria isso?

Talvez um livro técnico pudesse contar com links, leia mais, continue lendo… ou biografias e livros didáticos.


Siceramente, gosto de estudar pela net, mais quando se fale em ler um livro , prefiro aqueles com capa e contra capa folhas amarelas ou marfins, e ler num canto sem nada que me atrapalhe !


Tenho uma relação de afetividade muito maior com os meus livros impressos, mais não descarto a praticidade do formato digital, principalmente em relação ao armazenamento. São prateleiras e prateleiras de livros impressos contra um único aparelho capaz de armazenar dezenas de livros.
Quanto ao formato concordo que o autor do post, deve ser preservado o formato original do livro, sem interatividade. O que é o filme O caçador de pipas? Sem dúvidas o livro é muito melhor e com mais riqueza de detalhes o que aguça a minha imaginação.


Até hoje não consigo me acostumar com a leitura de outra forma que não seja por livro. Se forem artigos leio sem problemas mas um livro, para mim tem que ser no papel. Vamos esperar as novas tecnologias e ver se a leitura digital se torna mais agradável aos olhos.


Excelente discussão, parabéns.


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