iPhone: Pra quê mesmo?
Eu, hoje em dia, já não sou o que se pode chamar exatamente de um geek ou nerd ou qualquer que seja a palavra apropriada para chamar os aficcionados em tecnologia. E isso, basicamente, por um simples motivo: eu não fui picado pela mosca azul da mobilidade.
Não tenho certeza do motivo, mas o fato é que telefones celulares, PDAs e afins nunca fizeram parte da minha lista de desejos, nunca estiveram no topo das minhas prioridades de consumo de tecnologia.
Até hoje tive, se não me engano, quatro celulares. Sempre os mais baratos e quase sempre pré-pagos, à exceção de um que era pós pago mas que acabei deixando de usar e de pagar a conta, que tinha uma franquia de, sei lá, 40 reais. Estranhamente a vivo esqueceu da dívida, tirou meu nome do SPC e nunca mais ouvi falar deles. Nenhum desses aparelhos durou mais de 6 meses, não por problemas técnicos, mas por falta de uso e interesse da minha parte. O último aparelho continua comigo, no entanto, funcionando como despertador, algo realmente útil em celulares.
E hoje continuo assim. Sei que vou ter que comprar um celular, porque tenho família e acho que esse é o único motivo que realmente me faz querer ter um celular. Nas poucas horas do dia que não tenho um telefone fixo por perto, eles podem precisar de mim e, nessas horas, e apenas nessas horas, um celular faz falta.
Claro, a mobilidade não faz a mínima diferença pra mim como usuário. Como desenvolvedor web tento sempre me manter atualizado para atender às eventuais demandas de clientes.
E aí vem o iPhone. Todo esse hype, todo esse falatório, como se ele fosse a melhor coisa desde a descoberta do fogo. E aí, eu, não-usuário de celulares, me pergunto: Por quê?
Sim, o iPhone é lindo, o hardware, o software, a interface, o design em geral, tudo muito bem feito em seus mínimos detalhes. Mas, pra que eu preciso de um telefone que faz tudo? Pra que arrastar as pontas de dois dedos na tela pra dar zoom em uma imagem, pra que tudo isso?
Bem, claro, virtualmente todo mundo tem uma boa resposta para isso. Imagino que pra quem viaja muito, está sempre em trânsito, um bichinho desses seja quase essencial. Mas, pra mim, que vou, com poucas exceções, de casa pro trabalho e do trabalho pra casa, gastar 500 dolares, ou sabe-se lá quantos mil reais, pra poder esfregar meus dedos na tela de um telefone, sei lá, me parece uma imensa idiotice. Tenho coisas melhores pra esfregar meus dedos.
Então, a minha pergunta é: será que todo mundo hoje em dia tem esse perfil viajante, móvel ao extremo e só eu que, mais uma vez, estou por fora? ou será que depois de dar zoom pra lá e pra cá, virar o telefone de lado pra ver o efeito, dois tapinhas pra dar zoom no browser, etc por alguns dias, algumas centenas de vezes, esses milhões de usuários de iPhone por vir vão simplesmente passar a usar seu lindo aparelho como um celular comum, de 100 reais?
Vamos esperar pra ver. Não tenho, claro, nenhuma dúvida de que o iPhone vai ser — como já está sendo — um grande recorde de público e crítica. Mas pelas minhas mãos é absolutamente improvável que passe um desses. A não ser que um dia ele seja o telefone mais barato e com plano pré-pago.
Compare preços de: motos usadas yamaha, motos usadas honda, celulares baratos, automóveis celta, Macbook Pro, Celulares Desbloqueados, Livros Dan Brown, Celulares Motorola, camera samsung l100
Concordo contigo e também já tive uns 4 celulares pré-pagos que mal usava, hehe.
Também achei bonito e tal, mas não aguento mais. Tudo quanto é blog falando dessa tranqueira.
Acho que o pessoal tá esquecendo do KISS(Keep It Simple Stupid). Deveriam ler o Getting Real(http://gettingreal.37signals.com/) do pessoal do 37 Signals.
Eu ia escrever sobre isso, mas você chegou primeiro.
Boa madrugada!