Fazer sites que não funcionam no IE é burrice
O Bicalho, no Meio Bit escreveu: “Webstandards da W3C são apenas uma lista de desejos?“.
Apesar do título, o artigo não é contra os padrões web em si, mas contra aqueles desenvolvedores que acham que podem simplesmente seguir os padrões e ignorar que o navegador líder de mercado, o Internet Explorer, não lida muito bem com vários desses padrões.
Eu diria o seguinte: Não, os padrões da W3C não são apenas uma lista de desejos. É perfeitamente possível implementar sites que sigam os padrões e funcionem ao mesmo tempo em todos os browsers — em versões não muito antigas — de maneira satisfatória. Inclusive no IE.
Porém, claro, isso não é algo extremamente fácil de se fazer. Qualquer um que já tenha feito qualquer coisa utilizando os padrões sabe que o IE é sempre a pedra no sapato. Mas quem já tem um tempo maior de estrada também sabe que existem formas de antever e se previnir contra a maior parte dos problemas causados pelo IE.
Temos que ser realistas e usar o bom senso sempre. Por mais que eu não goste do IE, tudo que faço tem que funcionar nele. Caso contrário, posso colocar um chapeuzinho de burro e ir sentar no canto da sala, virado pra parede.
O lançamento do IE7 trouxe algumas melhorias no suporte aos padrões web, mas, mesmo assim, vai continuar dando dor de cabeça para nós, principalmente se o ciclo de lançamento de novas versões continuar lento como tem sido. Temos que nos conformar e entender que nossos clientes querem — justificadamente — que o site funcione no IE. Ponto. Qualquer um que ignore isto está sendo, no mínimo, bobinho.
[update] E tem mais, nós sempre reclamamos do pessoal que desenvolve sites somente para o IE. Fazendo sites que não funcionam no IE estamos agindo mais ou menos da mesma forma, porém, atingindo um mercado muito menor que eles. Ou seja, estamos sendo tão excludentes e negligentes quanto eles só que mais burros do que eles…
Apesar disso, não acho que devamos desenvolver nossos sites primeiro para o IE e depois ajustar para os outros browsers. Dessa maneira o trabalho se torna praticamente impossível, principalmente para quem não conhece bem os caprichos desse browser.
Na minha opinião, há duas formas de se desenvolver minimizando o retrabalho:
- Desenvolver e testar tudo primeiro em um browser moderno, de preferência o Firefox, que tem a maior parcela maior do mercado entre eles, e depois acertar os problemas no IE, se existirem. De preferência usando comentários condicionais. Hacks são coisa do século XX.
- Desenvolver e testar sistematicamente no maior número de browsers possível, ao mesmo tempo. Devem entrar nessa lista, pelo menos IE6 e IE7, Firefox e Opera. Se possível, é importante testar também no Safari (no windows, o WebKit pode dar uma ajuda). Aqui também é importante evitar os hacks e dar preferência aos comentários condicionais.
Eu prefiro a primeira opção. Mas cada um escolhe a sua. O importante é não deixar de dar suporte a nenhum browser, principalmente ao IE.
Agora, se o site é seu, só seu, e você acha que deve ignorar o IE, bem, boa sorte. Mas não se esqueça de direcionar seus visitantes que usam IE aqui pro meu blog. Eu agradeço.


Pois é Bruno!
Quer queiramos ou não o IE é o navegador usado por 99,9% dos clientes que contratam e pagam para que nós desenvolvamos seus sites.
Vamos desenvolver sites Standards e consistentes também no IE.
Xingar o IE tornou-se uma prática comum entre os inúmeros pseudo standardistas que surgem aqui e ali.
Em lugar de xingar o IE, considero que mais estudo e aprendizado de como lidar com suas inconsistências é bem mais produtivo.
A culpa não não é do IE, a culpa é a falta de conhecimento.
O Bruno elegantemente usou ‘quem já tem um tempo maior de estrada’, que para mim significa: estude exaustivamente web standards antes de ‘arriscar’ seu primeiro layout.
Resumindo: Se o IE desconfigura seu site, a culpa é sua e não do navegador. Xingue-se
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‘Hacks são coisas do século XX’.
Na verdade, hacks infelizmente continuam atuais e creio persistirão por um bom tempo. A maneira de serví-los sim, são coisas do século XX.