Barcamp São Paulo. Eu fui

Então aconteceu o primeiro dia do Barcamp São Paulo e, para mim, os dois grandes destaques do evento foram o OLPC (aquele laptopzinho de 100 doletas) e o fato de que, nesse mundinho em que vivemos, não faz o menor sentido andar por aí com uma etiqueta com seu nome escrito.

Eu, por exemplo, fiquei um tempão sentado do lado de um cara com uma etiqueta escrito “Ronaldo” e, claro, não fazia idéia de que era o Ronaldo Ferraz. Estivesse ele com um crachá escrito “Superfície Reflexiva” e eu com um “BrunoTorres.net” teríamos nos reconhecido na hora. Acho que isso é algo a se corrigir para a próxima edição do evento.

Mas o maior problema do Barcamp foi ter sido marcado pras 9h da madrugada. Eu já me esforço ao máximo para conseguir chegar ao trabalho a essa hora — incluindo acordar por volta das 8 horas, quando ainda está tudo escuro e o sol ainda com aquela preguiça de aparecer — e, claro, raramente consigo. Fazer isso em um sábado é praticamente impossível.

Quadro de sessões do Barcamp Quadro com as sessões. Quem quisesse falar alguma coisa anotava no horário e sala disponíveis e quem quisesse aparecia por lá. Desconferência é isso. E funciona!

Sendo assim, cheguei no evento depois do almoço. Encontrei com meu amigo Danilo Medeiros (que foi esperto e escreveu “digitalminds — tudo junto — embaixo do seu nome na etiqueta), tomamos um café e fomos para a sala onde estava rolando uma discussão sobre “blogs pro”.

No caminho encontrei com a grande vedete do evento, o OLPC e, querem saber, o bichinho é realmente interessante. Pelas fotos não dá pra ter idéia de como ele é de verdade. Peguei o aparelhinho na mão (na verdade com uma mão só, achando que era levinho, tipo esses laptops da xuxa que vendem nas piores casas do ramo, sabe?) e ele just feels like a computer. Só tem cara de brinquedo. Sério.

OLP na minha mão OLPC na minha mão!

A interface é muito bem feita, bastante intuitiva. Roda fedora (podia ser alguma coisa baseada em debian, mas, ok, fedora é legal também) e tem praticamente tudo que um computador precisa ter, especialmente para uma criança. A vontade era trazer pra casa, pra criançada fazer a festa mas o Sérgio Amadeu estava de olho, não deu pra colocar na bolsa. 😉

Sérgio Amadeu com o OLPC Sérgio Amadeu e o OLPC, o laptop de 100 dólares.

Não tenho grandes considerações a fazer sobre o OLPC além do que já foi falado por aí em tudo que é lugar. Principalmente porque fiquei com ele pouco tempo. Como disse, ele era a vedete do evento…

A discussão sobre blogs foi, pra mim, pouco enriquecedora. Também, já sou macaco velho nessa história. Quando vi pelo vidro da porta a cara do Jonas Galvez, resolvi sair da sala e falar com ele. Foi uma boa idéia, já que logo depois apareceu o Ronaldo e o Luiz Rocha (e mais algumas pessoas de quem não lembro nome nem URL) e o papo foi bem legal.

Aliás, acho que os melhores papos rolaram fora das salas. E eu não sou o único que achou isso, com certeza.

Ronaldo Ferraz, livebloggingRonaldo Ferraz, liveblogging

Logo depois, Edney Interney Souza, Wagner Mr. Manson Martins e companhia tomaram conta do papo sobre blogs, mas aí a sala estava cheia demais e preferi não voltar pra lá.

Pelo que me disseram, as melhores sessões rolaram pela manhã, enquanto eu estava no conforto da minha cama, pensando se levantava ou se tirava mais um cochilo. Ruim pra mim, fazer o quê.

Rolou um papo sobre start-ups depois. Foi mais ou menos assim: “Mas, qual o seu plano pra ganhar dinheiro com isso?”, “Ah, isso é segredo. Se eu contar, terei que matar todos vocês.”. Os principais “falantes” dessa sala foram Danilo Medeiros (Wasabi), Marco Gomes (boo-box), o pessoal da Via6 (e Rec6), Nando Vieira (Spesa), um pessoal que, se não me engano, é da Poli e não contaram nada sobre o negócio deles e um camarada que fez muitas perguntas e teve poucas respostas, de quem não lembro o nome nem o site (se alguém souber, diz aí nos comentários).

Depois ainda teve uma sessão sobre ruby on rails, mas a fome e a vontade de tomar cerveja me fizeram sair logo da sala e ir para o bar (afinal, estávamos no barcamp). Logo depois apareceu o restante do pessoal. Fiquei na mesa da ponta, meio por fora dos assuntos que rolaram por lá. Quando arrumei um espaço lá no meio, o papo girava em torno de putarias no tempo do ICQ, aquele videozinho da menina que enche o vaso de, bem, você sabe, bizarrices japonesas e coisas assim, amenas.

E esse foi o Barcamp. Pouco proveitoso em termos de conteúdo pra mim, que cheguei tarde, mas bem interessante pela chance de conhecer pessoalmente algumas figuras eu só conhecia pela web.

Hoje, domingo, está rolando o segundo dia do evento, mas eu não fui. Sabem como é, pai de família e coisa e tal. Não deu. Espero que o pessoal esteja se divertindo por lá.

Barcamp - Cerveja Sessão mais importante do evento: Cerveja!


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12 Comentários sobre “Barcamp São Paulo. Eu fui”

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Interessante, Bruno. Queria ter ido, mas a distância não ajudou. A Débora (do Contos da Escola escreveu um post criticando as discussões de dentro das salas. Acho que o mais bacana eram os papo de fora, mesmo!
Abraço!


que inveja, infelizmente a distancia ( $$ ) não ajudou dessa vez. mas na próxima eu vou fazer um esforcinho pra comparecer e sugar o conhecimento dos macacos velhos da internet 😉


Foi bom conhecer os rostos dos blogs, né? O mais legal foi ver que o Jonas Galvez é um ser humano, e tem até namorada! 😉


@Nando: Legal foi ver o Jonas agitando e colocando lenha na fogueira de várias discussões.

@Bruno: Fiquei com a nítida impressão que o segundo dia foi melhor em termos de discussão… Apesar de não ter nada muito novo, as sessões conseguiram fluir.


#5 | pc

É incrível como esses blogs, textos e por aí vai são totalmente descartáveis de nossas vidas, não necessitamos deles, vivemos bem sem os mesmos. Aposto que a maioria vai morrer em pouco tempo. E porquê? O comprometimento é frágil. Se não houver lucro ou o mínimo pra valer o esforço, a energia se esvai. Pra que ficar escrevendo para pessosas que também não tem comprometimento? Que podem te abandonar a qualquer momento? Há um equívoco em toda esta história sobre blogs. Os leitores querem a palavra mágica, querem encontrar o que o outros lêem e não entendem e assim faturar alguma coisa. É gente demais escrevendo de tudo pra gente demais lendo de tudo. Não pode dar certo.
Sobre o que foi que escrevi mesmo?


[…] Bruno Torres fez um belo resumo com fotos do primeiro dia, ele não foi no segundo (acho que vocÊ teria gostado […]


Bruno, parabéns pelo post. Acho que Nome e URL seria necessários para a gente reconhecer as pessoas, talvez uma camiseta personalizada, imagine que legal (mais ou menos que nem o Sérgio fez).


Belo post Bruno!
Realmente o Barcamp foi muito produtivo.
Estudo na Casper, acabei conhecendo o evento sem querer e estou fazendo parte.

As discussoes de web 2.0 e ferramentas colaborativas muito bacanas.

Abracos

Andre
http://www.ruanoblog.blogspot.com/


#9 | Michel

Oi, Gostava de saber se está interessado em fazer um rss na minha página – http://www.cibereporter.com … Envie-me um email .. desculpe lá ter entrado em contacto assim, mas não encontrei o seu email. Michel


[…] Bruno Torres estava lá também…. […]


[…] que acompanham as notícias aqui já sabem, ou por terem ido ao BarCampSP ou por terem lido sobre ele por aí, como funciona esse esquema de desconferência. Proposta nova e interessante, me lembra […]


#12 | eder

o sao paulo é bom


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